Ok... eu me pergunto o porquê deste Blog. Mesmo!
Quero dizer, aqui falo coisas que não tenho coragem de dizer para mais ninguém, mas opa! Este Blog está na Internet e todos podem ver! Que coisa, não!?
Posso pensar que é uma terapia, mas a quem estou enganando? Só se a mim... escrevo e escrevo, mas isso não me ajuda em nada. Talvez se alguém lesse e conversasse comigo sobre... E eu fosse corajoso o suficiente para prolongar a conversa.
Não sei... penso que posso começar a chorar, mesmo sem querer... lágrimas "brotariam" e eu não conseguiria olhar nos olhos da pessoa. É o que ocorre normalmente. Provavelmente, quando as lágrimas aparecessem ou algum assunto "crítico" viesse à tona, eu contaria alguma piada, na esperança de desviar os rumos da conversa. Patético, não!?
Por que esta reflexão!? Bom, foi-me apresentado uma nova possibilidade. Não para mim, é claro, pelo menos, não no momento. Mas posso retirar algumas coisas dessa possibilidade. Fazer delas minhas possibilidades. Sim, eu estou sendo influenciado por uma série americana que não casa em absolutamente nada com a realidade brasileira e tenho vergonha de dizer isso, mas tenho minhas esperanças. Não, a série não me instigou a fazer coisas erradas, como usar drogas ou matar alguém, mas organizou meus pensamentos e me ajudou a ver como não via antes. Realmente existe uma possibilidade!
Há um motivo pelo qual eu nunca disse (e tenho medo de dizer) aquilo que (ora, que novidade) não vou dizer aqui. Apesar de essas "novas percepções" abrirem minha mente, há muita coisa que ainda não me faz ter plena confiança, ou confiança suficiente, para poder dizer isso que aperta meu peito quase que diariamente. Eu não sou daqueles tipos que são exibidos na TV. Eu poderia me reconfortar e pensar: "Ah, mas a vida real não precisa ser assim necessariamente...", mas o caso é que todos os que conheço seguem aqueles estereótipos! E isso é o que me deixa mais confuso. Por mais que eu saiba o que, teoricamente, sinto, quando vejo que não me encaixo, fico completamente perdido. Eu deveria ser de tal jeito!? Tenho certeza de devo ser eu mesmo, melhorar minha personalidade sempre que possível, mas o que isso faz de mim!?
Eu me torturo pensando que talvez isso tenha uma explicação. Uma explicação para os meus sentimentos, minha vontade. Seria minha mãe, meu pai!? Algo que vi, fiz, deixei de fazer? Experiências passadas? Eu não sei e isso realmente me perturba! Ocupa uns 70% dos meus pensamentos diários.
Eu preciso muito conversar com alguém, mas alguém que esteja disposto a ouvir, sem falar o que é certo ou errado por suas crenças, mas pela realidade, que não julgue.
E preciso de coragem para isso.
domingo, 26 de julho de 2009
terça-feira, 21 de julho de 2009
Um sonho?
Estava em um lugar estranho. Foi a segunda vez que apareci nesse local. Lembrava o colégio, mas só a rua principal e o extenso muro branco com uma banca ao fim do morro. O outro lado da rua também era muito parecido. No lugar da escola, havia lojas. Comprei mangás lá. Estava à procura do "Gravitation" #8 ou #9 (acabei de descobrir que tem o animé!!! Já tá baixando xD), pois o meu estava rasgado e faltavam páginas. Para minha infelicidade, não havia os números que eu tanto queria nessa loja. A moça (a mesma da outra vez) disse para eu ir na outra loja, que lá tinha com certeza.
Fui, então. Desci a rua toda, até o pé do morro, mas não encontrei a outra loja. Quando olhei de volta para a subida da rua, ela estava toda diferente. O Colégio continuava ali, a primeira loja também e a banca, mas do outro lado, uma montanha surgiu e, ao seu lado, uma estrada enorme. Minha prima, que estava comigo na primeira loja, me chamou para me levar ao local correto. Ela disse: "É lá em cima".
Mas havia dois modos de se chegar lá:
1. Subir a rua, a mesma que eu desci.
2. Pegar a estrada, que passava por trás da montanha, mas que também cehagava lá.
Não sei o porque (talvez pelo espírito de aventura e vontade de ver locais novos), mas escolhi a estrada. E lá fui eu. Havia uma descida antes de a estrada contornar a montanha e uma bifurcação logo no início dessa descida. Uma pista, pouco movimentada, subia para um penhasco. A outra, com tráfico intenso, descia uma ladeira para depois subir... e parecia chegar ao mesmo local que a primeira.
Optei pela primeira. Uma tora de madeira surgiu na minha mão, não sei de onde. Era grande, leve e vermelha. Parecia uma pedaço de cerca de sítio velha. Subi e subi... e continuei subindo. Conseguia ver a pista da outra estrada lá embaixo. Após uma curva, avistei uma casa. Parecia mais um andaime usado em cavernas de extração de carvão, mas era atraente, até. Percebi que a parte de estrada que eu escolhera era sem saída. Ela acabava na beira de um penhasco e possuía uma "varandinha" de madeira com um bebedouro no final. Eu não acreditei naquilo. Teria que voltar tudo e pegar a outra estrada! Como estava com ligeira sede, fui até o bebedouro. Um homem saiu da casa e também se dirigia ao bebedouro. Cheguei primeiro e bebi a água. Ele esperou. Era incrível a altura do penhasco! Apoiei-me bem firme para não cair ou ser empurrado enquanto matava minha sede. Quando acabei, o homem bebeu sua água e veio atrás de mim. Convidou-me para ir à casa. Tinha muita gente lá, logo, presumi, ele não poderia fazer nada de suspeito. E eu ainda carregava a tora de madeira, caso ocorrese alguma situação extrema.
Para chegar à casa, havia uma escada de madeira. O local possuía duas saídas/entradas: a que eu entrei, com a escada, e uma outra, do lado oposto, com uma ponte de cordas e que caía, diretamente, na estrada. Entrei na casa. Havia pessoas conhecidas ali. Parentes e amigos. Um homem, muito parecido com meu tio (se não fosse ele) veio ao meu encontro. Ele me fez uma pergunta boba, do tipo: "estava com sede?", eu respondi: "É..." e como estava meio sem graça por estar numa casa de estranhos/conhecidos, balancei a tora num sinal de timidez. De repente, a expressão na face do homem que se parecia com meu tio mudou completamente. Ele gritou: "Ele é gay!" e todos se levantaram e vieram em minha direção com expressões de ódio. Alguns pegaram objetos e tacaram em mim. O "tio" possuía uma tora de madeira idêntica à minha e começou a me dar pauladas. Saí correndo pela porta que dava acesso à ponte de cordas e pouco me preocupei com o quanto ela balançava. As pessoas vieram atrás de mim. Sentia o sangue escorrendo pelo meu rosto, provavelmente em consequência dos objetos jogados e pauladas recebidas. Um outro homem apareceu. Ele estava de chapéu e sacou uma espingarda daquelas em que se coloca a pólvora bruta em vez de balas prontas. Já a apontava em minha direção. Eu me apavorei, fiquei travado. Além de estar numa ponte de cordas balançante a centenas de metros do chão, com uma multidão atrás de mim, um homem com espingarda me tinha na mira! Pensei: "Puta merda! O que há com essas pessoas!? E como ele descobriu aquilo com um simples "É..." meu? Ridículas! Como se eu tivesse culpa de algo...". Sentimentos de dó, medo e ódio se misturavam na minha cabeça. Finalmente, quando o homem estava prestes a apertar o gatilho, o homem "tio" entrou na frente e disse: "Não, isso não vai ser necessário!". Por um ínfimo minuto, pensei que ele havia compreendido minha situação e pararia de me perseguir. Hum! Falsa esperança... Ele completou a fala: "Vamos fazê-lo sofrer para que aprenda a não fazer mais isso... aprenda o correto." e me deu outra paulada. Por sorte (talvez porque fosse um sonho) as pauladas não me doíam, mas me faziam sangrar. Eu me desesperei mais ainda. Joguei minha tora nele e saí correndo pela ponte, tão aflito que nem preocupei com a possibilidade de cair e me esfarelar nas pedras ao pé do penhasco. Era morrer ou ter uma chance de sobreviver. Rios de lágrimas desciam pelo meu rosto e se misturavam com o sangue, parte dele já seco.
Acordei.
Fui, então. Desci a rua toda, até o pé do morro, mas não encontrei a outra loja. Quando olhei de volta para a subida da rua, ela estava toda diferente. O Colégio continuava ali, a primeira loja também e a banca, mas do outro lado, uma montanha surgiu e, ao seu lado, uma estrada enorme. Minha prima, que estava comigo na primeira loja, me chamou para me levar ao local correto. Ela disse: "É lá em cima".
Mas havia dois modos de se chegar lá:
1. Subir a rua, a mesma que eu desci.
2. Pegar a estrada, que passava por trás da montanha, mas que também cehagava lá.
Não sei o porque (talvez pelo espírito de aventura e vontade de ver locais novos), mas escolhi a estrada. E lá fui eu. Havia uma descida antes de a estrada contornar a montanha e uma bifurcação logo no início dessa descida. Uma pista, pouco movimentada, subia para um penhasco. A outra, com tráfico intenso, descia uma ladeira para depois subir... e parecia chegar ao mesmo local que a primeira.
Optei pela primeira. Uma tora de madeira surgiu na minha mão, não sei de onde. Era grande, leve e vermelha. Parecia uma pedaço de cerca de sítio velha. Subi e subi... e continuei subindo. Conseguia ver a pista da outra estrada lá embaixo. Após uma curva, avistei uma casa. Parecia mais um andaime usado em cavernas de extração de carvão, mas era atraente, até. Percebi que a parte de estrada que eu escolhera era sem saída. Ela acabava na beira de um penhasco e possuía uma "varandinha" de madeira com um bebedouro no final. Eu não acreditei naquilo. Teria que voltar tudo e pegar a outra estrada! Como estava com ligeira sede, fui até o bebedouro. Um homem saiu da casa e também se dirigia ao bebedouro. Cheguei primeiro e bebi a água. Ele esperou. Era incrível a altura do penhasco! Apoiei-me bem firme para não cair ou ser empurrado enquanto matava minha sede. Quando acabei, o homem bebeu sua água e veio atrás de mim. Convidou-me para ir à casa. Tinha muita gente lá, logo, presumi, ele não poderia fazer nada de suspeito. E eu ainda carregava a tora de madeira, caso ocorrese alguma situação extrema.
Para chegar à casa, havia uma escada de madeira. O local possuía duas saídas/entradas: a que eu entrei, com a escada, e uma outra, do lado oposto, com uma ponte de cordas e que caía, diretamente, na estrada. Entrei na casa. Havia pessoas conhecidas ali. Parentes e amigos. Um homem, muito parecido com meu tio (se não fosse ele) veio ao meu encontro. Ele me fez uma pergunta boba, do tipo: "estava com sede?", eu respondi: "É..." e como estava meio sem graça por estar numa casa de estranhos/conhecidos, balancei a tora num sinal de timidez. De repente, a expressão na face do homem que se parecia com meu tio mudou completamente. Ele gritou: "Ele é gay!" e todos se levantaram e vieram em minha direção com expressões de ódio. Alguns pegaram objetos e tacaram em mim. O "tio" possuía uma tora de madeira idêntica à minha e começou a me dar pauladas. Saí correndo pela porta que dava acesso à ponte de cordas e pouco me preocupei com o quanto ela balançava. As pessoas vieram atrás de mim. Sentia o sangue escorrendo pelo meu rosto, provavelmente em consequência dos objetos jogados e pauladas recebidas. Um outro homem apareceu. Ele estava de chapéu e sacou uma espingarda daquelas em que se coloca a pólvora bruta em vez de balas prontas. Já a apontava em minha direção. Eu me apavorei, fiquei travado. Além de estar numa ponte de cordas balançante a centenas de metros do chão, com uma multidão atrás de mim, um homem com espingarda me tinha na mira! Pensei: "Puta merda! O que há com essas pessoas!? E como ele descobriu aquilo com um simples "É..." meu? Ridículas! Como se eu tivesse culpa de algo...". Sentimentos de dó, medo e ódio se misturavam na minha cabeça. Finalmente, quando o homem estava prestes a apertar o gatilho, o homem "tio" entrou na frente e disse: "Não, isso não vai ser necessário!". Por um ínfimo minuto, pensei que ele havia compreendido minha situação e pararia de me perseguir. Hum! Falsa esperança... Ele completou a fala: "Vamos fazê-lo sofrer para que aprenda a não fazer mais isso... aprenda o correto." e me deu outra paulada. Por sorte (talvez porque fosse um sonho) as pauladas não me doíam, mas me faziam sangrar. Eu me desesperei mais ainda. Joguei minha tora nele e saí correndo pela ponte, tão aflito que nem preocupei com a possibilidade de cair e me esfarelar nas pedras ao pé do penhasco. Era morrer ou ter uma chance de sobreviver. Rios de lágrimas desciam pelo meu rosto e se misturavam com o sangue, parte dele já seco.
Acordei.
sábado, 18 de julho de 2009
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