quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Qu.M.F.

- Boa sorte, então, cara! - Ele apertou minha mão. Um aperto forte.
Dizem que dá para saber muito da personalidade e valor de um homem por seu aperto de mão. Lembro-me de já ter escutado que apertos fortes com uma "balançada" demonstra que o homem vale a pena. Bom, esse deve valer mesmo, pois nunca tive tal sensação.
É razoavelmente desnorteante sofrer impacto assim. Um suspiro, foi tudo o que pude dar. Talvez um sorriso, mas não sei ao certo. Passou.

...




domingo, 22 de novembro de 2009

T.

E.


Era um domingo como outro qualquer. Lá fora, o calor era tão intenso que até mesmo os pássaros deixaram de voar. O jornal anunciava belas perspectivas para o futuro da cidade: "Belo Horizonte depois da Copa de 2014". O Arrudas se tornaria um parque. Por alguns segundos, antes de descobrir que a notícia não se passava de fruto da imaginação de algum arquiteto/decorador que sonha em demasia, uma ponta de esperança surgiu em mim. Mas apenas por poucos segundos... somente até descobrir a falsidade de tal informação.
Pensei muito nele nos dias que se passaram. Tenho uma cena gravada em minha mente. Ele estava todo social. Camisa branca, calça preta e sapatos. Na conversa, me deu um sorriso (qual meu problema com sorrisos?). Não um sorriso com tom de deboche, mas como reação positiva a algum comentário ou expressão que eu fizera ou, simplesmente, pelo momento que passamos juntos. Poderia me descrever como apaixonado, mas não é o caso. Talvez um encanto. Não é todo dia que se encontra alguém assim.
E as fantasias logo começam. Vejo um filme ou uma série de TV, na qual acontece uma cena "fofa" ou romântica, e logo me imagino a fazer aquilo. Como seria se acontecessem comigo?

...

"Você vai se casar com a mulher da sua vida."

Eu morri nesse dia.
Senti-me como se mil travesseiros me sufocassem naquela hora. Não disse nada, porém. Fiquei quieto como sempre. Sofri sozinho... a minha dor... minha.

...

Na fila do Concerto Didático, um homem estava na minha frente (óbvio, afinal, estávamos em fila para entrar). Ele se virou e encontrou meus olhos. Pensei já tê-lo visto em algum lugar. Era-me muito familiar, mas não lembrei quem na hora e nem lembro agora. As pessoas começaram a entrar. Eu estava na escada. Ele, um degrau acima do meu. Todos os que estavam na sua frente se distanciaram, mas ele continuou imóvel. Havia outro homem a quatro ou talvez cinco degraus acima de mim. Loiro, de estatura média, com um sorriso radiante. Vestia uma camisa social azul. Não prestei atenção no resto. Ele olhou para o moço que estava na minha frente e me fitou logo depois. Não interpretei a a "olhada" e nem a "fitada" na hora. Quando o loiro desceu as escadas e veio ao encontro daquele que estava na minha frente, foi aí que entendi. Deram um selinho seguido de um abraço incrivelmente verdadeiro com sorrisos e uma fala "Que bom que você veio!". Eu não me movi. O loiro novamente me fitou e olhou para, creio eu, seu acompanhante. Não me movi, pois estava em fila. Ele estava na minha frente e eu não queria "furar". Já ia interromper o momento dos dois com uma "Posso passar?!", mas o moço do degrau acima foi mais rápido "Pode passar.".
Fui.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

H.d.M.V. P. 2

A casa fora destruída. Talvez fosse culpa daqueles empresários/engenheiros/arquitetos que não ligam para o patrimônio histórico e tentam burlar a lei. Enfim, estava destruída. Destroços, apenas.
Passei por lá, dias mais tarde. O estranho foi que a casa ainda estava lá. Não sei o que ocorreu! Estava impecável, como se tivesse sofrido alguma reforma recente!
Talvez fosse outra casa, em outro lugar. Os fatos se misturam na nossa cabeça...

Às vezes penso na possibilidade de sermos experimentos. Algumas coisas são muito bem boladas. Como os povos antigos sabiam tanto. O comportamento humano seria uma constante em toda e qualquer sociedade?
E se fôssemos experimentos de alguém ou um grupo de "alguéns" que buscasse a perfeição? Como se eles pudessem voltar no tempo, ou mesmo ir para o futuro. Escrever em um livro, ou vários, tudo o que, teoricamente, funcionaria e tudo aquilo que provoca a desgraça humana. E deixassem esse livro em tempos estratégicos, eras diferentes, enquanto formavam-se comunidades.
Existe uma teoria, não me lembro quem a ditou e nem mesmo o nome dela. Mas fala do tempo cíclico, como se a linha do tempo fosse, na verdade, circular. Assim, não teria extremidades e o tempo estaria condenado a se repetir eternamente. Há, também, a possibilidade de pequenas ou grandes coisas mudarem nessas voltas.
Imagine a formação dos planetas... do Universo. Vivemos na Terra e nossa estrela caminha para sua morte. Há teorias que dizem que as Galáxias tendem a se juntar em uma única e enorme massa. Uma mega estrela teria tanta gravidade que seria capaz de "sugar" todo o Universo para si. O que aconteceria depois!? Como o tempo é cíclico, um novo "Big Bang" aconteceria. Novamente os planetas seriam formados. Moléculas compartilhariam suas funções até que grupos enormes daquelas se formassem. A primeira célula nasceria. A vida (re)começaria. Uma coisa aqui e ali, diferentes, determinariam o rumo do restante do ciclo. No final, o Universo novamente seria engolido e tudo teria outro início...

ZzzZzz...

terça-feira, 17 de novembro de 2009

H.d.M.V. P. 1


- Quer ir lá em casa no final de semana? - ele me fez a pergunta como se nada tivesse acontecido.

- Sua mãe deixou!? - perguntei, receoso.
- Claro! Ela adora quando você vai lá! A gente vai no clube do América pela manhã.
Eu aceitei. Não apenas pela companhia, mas por tudo aquilo que uma simples "ida à casa dele" significava: jogar N64 até o anoitecer!
Não posso negar, eu adorava videogames! Em especial o 007 Contra GoldeenEye com todas aquela manhas de armas e munição. Era impossível ser derrotado, pois a manha de vidas eternas e life infinito não possibilitava isso.
Cheguei em casa e perguntei a minha mãe se podia ir com ele. Ela, como quase sempre, me liberou.
O telefone tocou no dia seguinte. Era ele. Ligou para avisar que já estava saindo de casa e que, em alguns minutos, passaria para me pegar. Dez minutos, era o máximo de tempo que levava. Afinal, ele não morava tão longe, mas nem tão perto. O interfone tocou.
- Tchau, mãe! - disse ao pegar minha mochila com cueca, toalha, protetor e alguns biscoitos ou chips.
Entrei no carro. A mãe e o padrasto dele cumprimentaram minha mãe e lá fomos.
O clube do América ficava a quase uma hora de minha casa, se o trânsito estivesse bom. No caminho, dentro do carro, brincávamos de várias coisas. Tínhamos uma brincadeira na qual ficávamos a fazer careta, pelo vidro de trás do carro, para os que passavam na rua. Éramos muito jovens, duvidávamos de que alguém acharia ruim (mas ainda assim, morríamos de medo de ter a atenção chamada).
Ele tinha um GameBoyColor também. Jogar Pokémon era, simplesmente, uma maravilha! Não exagero ao dizer isso, pois o desenho, o álbum, os jogos, etc. eram febre na época. Eu sabia os nomes dos 151 Pokémons, todas as músicas de cor, estava quase por completar meu álbum (só faltavam as insígnias de figurinhas brilhantes) e sonhava com a vinda dos novos 100 Pokémons da série Jotho. Eu o ajudava a capturar, treinar e até a derrotar líderes de ginásio!
- Chegamos! - anunciou a mãe dele. O padrasto era um senhor bem legal. Não sabia exatamente o que acontecera com o pai dele. Nunca me falou nada.
Corremos pelo estacionamento descalços. As britas quentes queimavam e quase furavam nosso pés. Mas não importava, logo estaríamos no clube, nas piscinas, no tobogã. Ah, aquele tobogã. Não havia coisa melhor! Três voltas, tinha ele. Brincávamos de descobrir técnicas para ganhar velocidade. Trenzinhos eram comuns, mas muito lentos. Queríamos velocidade. Pulávamos no início, pegando impulso na barra que ali havia. Empurrávamos as paredes do tobogã para trás, enquanto éramos arremessados para a frente. Além de tudo, ainda deitávamos no formato de flecha para chegar lá embaixo com a mesma velocidade de uma. Que delícia!
Também tínhamos algumas brincadeiras dentro da piscina. Lutas influenciadas por Pokémon e DragonBall Z. Muito íntimas elas ficavam.

Algo que eu adorava fazer era nadar até o fundo da piscina e fingir que era um daqueles peixes que nadam com a "barriga" encostada no fundo. E nadava por entre os homens que se refrescavam. Não sei exatamente o que ele fazia, se agia do mesmo modo que eu. Mas de uma coisa eu sabia (só não compreendia o porquê): eu era diferente dos outros garotos da minha idade. Não que isso me incomodasse, afinal, sempre fui muito firme ao ter que decidir entre queimada e futebol, pular corda e futebol, vôlei e futebol...
Eu não ficava muito com os outros meninos. Sentia algo muito estranho e que, para eles, assim como para muitos, era um sentimento condenável. Por esse e, talvez, outros motivos, me "escondi".
Passava mais tempo com as meninas a fim de me esconder. Brincávamos de professor, "clubinho", enfim... coisas de menina. Eu não ligava quando os outros diziam: "Ih, olha a menininha!" ou qualquer coisas assim. Eu sabia que era menino. Apenas gostava do que as meninas gostavam. A companhia delas me era melhor que a deles. Só queriam saber de futebol e brincadeiras de menino, que, quase sempre, acabavam em briga.
Apesar de íntimas, nunca tentamos o ato mais simples. Era nojento. Na nossa idade, não queríamos saber disso, ainda mais por termos, como influência, o filme "Os Batutinhas" com aquelas falas "meninas, BLAAAAARGH!" e a encostada na língua insinuando o vômito. Era estranho praticarmos algo, talvez mais intenso, e morrermos de nojo disso.

Ok, eu beijei minha prima. Eu devia ter uns 8 anos. Era uma brincadeira de "Verdade ou Consequência". Minhas verdades se foram. Numa consequência, tive que beijá-la. Não gostei. Na verdade, fui neutro quanto ao beijo, e morri de nojo da ideia de ter saliva dela na minha boca. Eca, troca de cuspes!!
Fora isso e minhas experiências de "Descubra o sexo oposto" do jardim de infância, as quais, após muito temer por tê-las praticado, descobri serem bem comuns, meu único outro beijo com uma garota foi aos 14 anos. Inicialmente, tudo bem. Ela me pediu para morder um bombom que segurava em seus lábios. Lá fui eu... devo dizer que gostei da ideia. Nossos lábios se tocaram e o gosto do chocolate com recheio de nozes dava um "quê" àquele ato. Provocante, devo dizer. Logo depois, porém, um beijo de verdade. Não consegui. A repulsa que senti foi enorme! Não consegui nem mesmo mexer meu lábios. Ela perguntou: "Por que você não me beija!? Nunca beijou?". Não, eu nunca havia beijado, não daquele jeito, com língua e tudo. Mas não era isso que me impedia. Simplesmente não dava! Não conseguia!

Após o momento frustrante (e após ela me deixar sozinho, quase em posição fetal, lá fora, no escuro), corri para o banheiro...

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Family Guy






Esse episódio foi divertido xD

domingo, 8 de novembro de 2009

I.

E por várias vezes eu procurei alguma explicação.
Abri um livro (vários, na verdade) uma vez (várias, também ¬¬') e, neles, busquei, insistentemente, algo de que eu não soubesse. Nada me esclarecerem... de nada adiantaram.
Achei outro... um dia desses. Li.
Uma explicação deixava claro que era normal. Uma fase.
Mas o que fazer quando essa fase não passa, ou quando não é uma fase?
Aceitar. Mas não no sentido de conformidade, pois quem se conforma sabe que algo poderia ser melhor, entretanto, não busca esse melhor.
Eu vi os bons "lados" da coisa. Aceito, em parte, e busco esse melhor.

.

F.

At last!

As provas de Habilidades Específicas acabaram! ^^
Ainda tem as gerais, mas não vou deixar isso me abalar...


Aiai...

^^'

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

B.


¬¬'

Retorno à vida normal...