E.
Era um domingo como outro qualquer. Lá fora, o calor era tão intenso que até mesmo os pássaros deixaram de voar. O jornal anunciava belas perspectivas para o futuro da cidade: "Belo Horizonte depois da Copa de 2014". O Arrudas se tornaria um parque. Por alguns segundos, antes de descobrir que a notícia não se passava de fruto da imaginação de algum arquiteto/decorador que sonha em demasia, uma ponta de esperança surgiu em mim. Mas apenas por poucos segundos... somente até descobrir a falsidade de tal informação.
Pensei muito nele nos dias que se passaram. Tenho uma cena gravada em minha mente. Ele estava todo social. Camisa branca, calça preta e sapatos. Na conversa, me deu um sorriso (qual meu problema com sorrisos?). Não um sorriso com tom de deboche, mas como reação positiva a algum comentário ou expressão que eu fizera ou, simplesmente, pelo momento que passamos juntos. Poderia me descrever como apaixonado, mas não é o caso. Talvez um encanto. Não é todo dia que se encontra alguém assim.
E as fantasias logo começam. Vejo um filme ou uma série de TV, na qual acontece uma cena "fofa" ou romântica, e logo me imagino a fazer aquilo. Como seria se acontecessem comigo?
"Você vai se casar com a mulher da sua vida."
Eu morri nesse dia.
Senti-me como se mil travesseiros me sufocassem naquela hora. Não disse nada, porém. Fiquei quieto como sempre. Sofri sozinho... a minha dor... minha.
Na fila do Concerto Didático, um homem estava na minha frente (óbvio, afinal, estávamos em fila para entrar). Ele se virou e encontrou meus olhos. Pensei já tê-lo visto em algum lugar. Era-me muito familiar, mas não lembrei quem na hora e nem lembro agora. As pessoas começaram a entrar. Eu estava na escada. Ele, um degrau acima do meu. Todos os que estavam na sua frente se distanciaram, mas ele continuou imóvel. Havia outro homem a quatro ou talvez cinco degraus acima de mim. Loiro, de estatura média, com um sorriso radiante. Vestia uma camisa social azul. Não prestei atenção no resto. Ele olhou para o moço que estava na minha frente e me fitou logo depois. Não interpretei a a "olhada" e nem a "fitada" na hora. Quando o loiro desceu as escadas e veio ao encontro daquele que estava na minha frente, foi aí que entendi. Deram um selinho seguido de um abraço incrivelmente verdadeiro com sorrisos e uma fala "Que bom que você veio!". Eu não me movi. O loiro novamente me fitou e olhou para, creio eu, seu acompanhante. Não me movi, pois estava em fila. Ele estava na minha frente e eu não queria "furar". Já ia interromper o momento dos dois com uma "Posso passar?!", mas o moço do degrau acima foi mais rápido "Pode passar.".
Fui.
Pensei muito nele nos dias que se passaram. Tenho uma cena gravada em minha mente. Ele estava todo social. Camisa branca, calça preta e sapatos. Na conversa, me deu um sorriso (qual meu problema com sorrisos?). Não um sorriso com tom de deboche, mas como reação positiva a algum comentário ou expressão que eu fizera ou, simplesmente, pelo momento que passamos juntos. Poderia me descrever como apaixonado, mas não é o caso. Talvez um encanto. Não é todo dia que se encontra alguém assim.
E as fantasias logo começam. Vejo um filme ou uma série de TV, na qual acontece uma cena "fofa" ou romântica, e logo me imagino a fazer aquilo. Como seria se acontecessem comigo?
...
"Você vai se casar com a mulher da sua vida."
Eu morri nesse dia.
Senti-me como se mil travesseiros me sufocassem naquela hora. Não disse nada, porém. Fiquei quieto como sempre. Sofri sozinho... a minha dor... minha.
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Na fila do Concerto Didático, um homem estava na minha frente (óbvio, afinal, estávamos em fila para entrar). Ele se virou e encontrou meus olhos. Pensei já tê-lo visto em algum lugar. Era-me muito familiar, mas não lembrei quem na hora e nem lembro agora. As pessoas começaram a entrar. Eu estava na escada. Ele, um degrau acima do meu. Todos os que estavam na sua frente se distanciaram, mas ele continuou imóvel. Havia outro homem a quatro ou talvez cinco degraus acima de mim. Loiro, de estatura média, com um sorriso radiante. Vestia uma camisa social azul. Não prestei atenção no resto. Ele olhou para o moço que estava na minha frente e me fitou logo depois. Não interpretei a a "olhada" e nem a "fitada" na hora. Quando o loiro desceu as escadas e veio ao encontro daquele que estava na minha frente, foi aí que entendi. Deram um selinho seguido de um abraço incrivelmente verdadeiro com sorrisos e uma fala "Que bom que você veio!". Eu não me movi. O loiro novamente me fitou e olhou para, creio eu, seu acompanhante. Não me movi, pois estava em fila. Ele estava na minha frente e eu não queria "furar". Já ia interromper o momento dos dois com uma "Posso passar?!", mas o moço do degrau acima foi mais rápido "Pode passar.".
Fui.
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