segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

H. I

H. I


- Ah, droga, mas ainda são 06:30h! - meu despertador tocara mais cedo do que havia programado. Tinha um compromisso às 10h, apenas, e aquele som terrível só devia me incomodar depois das 08:30h! "Não conseguirei dormir mais, nunca consigo", pensei.
Espiei quem estava a meu lado. Meu irmão... Era incrível o quão belo ele era. Dormia tão pacificamente, tão perfeitamente. Que vontade de partilhar da mesma cama, da mesma coberta que ele! Mas não podia... meu medo da opinião pública, e não só essa, mas a dos meus pais também. O que pensariam? Minha mãe quase me linchou quando descobriu que eu guardava uma foto de um homem de cueca debaixo das minhas cuecas na gaveta do guarda-roupas. "O que é isso aqui?" Gelei quando ela me perguntou. Segurava a imagem nas mãos... minha respiração foi a mil, comecei a suar, meus batimentos eram tão fortes e rápidos que podia escutar as veias pulsando no meu pescoço e sentir as palpitações de cada batida. Uma dor na garganta me impediu de falar por alguns segundos. Foi muito tempo, talvez até demais, tempo suficiente para que ela suspeitasse que eu bolova alguma mentira. E foi o que fiz: menti. "Eu quero entrar na academia!". Ela estranhou. "Quero ter um corpo assim. Imagina só! Eu desse jeitinho aí, hein?". O assunto terminou ali. Ela me olhou de maneira repreensiva, provavelmente não acreditara naquela mentira deslavada. Foi minha única arma.
Mas ali estava meu irmão. Dormia tão lindamente. Não consegui conter um suspiro.
Não entendia o porquê daquele sentimento, afinal, ele era uma cópia de mim, meu gêmeo! Quando me abri para uma amiga, depois de muito receio, claro, afinal, não sabia a reação que teria, ela disse: "Ah, vai ver você está apaixonado com você mesmo". Tudo bem, era possível. Porém, eu sentia por ele algo que não sentia por mim. Será que ele sentia o mesmo?
- Provavelmente, não. - falei baixinho e me surpreendi com uma resposta, ainda que não tivesse feito pergunta alguma.
- Não o quê? - ele estava acordado.
- Eu o acordei? Desculpa. - ele se descobria e espreguiçava. O cabelo amassado, o rosto amarrotado, um sorriso maravilhoso se mostrou.
- Eu tenho aula, lembra? - de fato, ele repetira um ano a ainda estava na última semana de provas. Eu optei por não tentar o vestibular no ano passado, não sabia o que queria ainda.
- É incrível como você acorda de tão bom humor.
- É... eu devo ter um déficit ou superávit daquele hormônio... como é mesmo?
- Sei lá... contanto que eu não morra de ataque cardíaco por causa dele, não me interessa.
- Mas o que era que você resmungava? "Provavelmente, não..."
- Pensamentos... fico imaginando meu mundo perfeito quando acordo, mas logo fico frustrado, pois nunca vai acontecer... - e não iria mesmo.
- Há! Talvez esteja na hora de você voltar à realidade, então. É horrível... Quer uma palmada nas costas como consolo?
- Um abraço seria bom... - falei para mim mesmo.
- Quer um beijo também? - ele, de novo, me escutou! Como podia? Ah, quem dera eu tivesse coragem para dizer "sim"...
- Vai tomar banho, vai! - e foi. Sentei na cama, meu travesseiro no colo. Fechei os olhos e desfrutei de um momento que não aconteceu.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

D.


Lá estava eu, debaixo dos panos de minha cama. Olhava atentamente aquele pedaço de carne. Achei delicioso, mal podia esperar para colocar minha boca naquilo. Mas me perguntei: o que aquele pedaço fazia ali? Os panos desapareceram de repente e a luz, então, iluminou aquela tentação. A cor era estranha, um tom escuro, mulato. Não me lembro de ser daquela cor. Poderia ter mudado, afinal, há muito não via (se é que já vira) aquele pedaço.
Aproximei-me lenta e cautelosamente. Não queria fazer barulho. Não queria que me pegassem em meio ao prazer. Encostei meus lábios. Que sabor! Que textura! Nem tão duro, nem tão macio, simplesmente perfeito. Já havia visto outros e sempre os imaginava duros demais, macios demais, ou pequenos demais, tão pequenos que eu não me daria por satisfeito. Saboreei. Ousei mais um pouco e tentei algumas mordidinhas, bem de leve. Que sensação maravilhosa! Quase sobrenatural! Poderia ter ficado ali até que minhas energias se esgotassem, mas algo nas proximidades se mexeu. Fiquei paralisado, se fosse alguém... Não podiam me pegar fazendo aquilo. Eu não estava preparado para que soubessem. Queria fazer aquilo em segredo. É o meu mundo, não preciso da opinião deles... não... NÃO!

sábado, 19 de dezembro de 2009

Merlin


Nossa... mto bom ^^

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

P.


Comprei um fone novo. ^^
Nossa... muito bom *-*

Philips SHP2700

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

M.





I think I've always dreamed about a rider-prince type...


Merlin


terça-feira, 8 de dezembro de 2009

G.

Eu me preocupo com eles. Talvez pensem que não, pois eu, geralmente, não demonstro. Falta-me iniciativa de pegar o telefone e ligar para algum deles. Não gosto de telefone, porém.
Odeio o silêncio que ele traz.

domingo, 6 de dezembro de 2009

Hot.





C. I

Uma luz incrivelmente forte invadiu meus olhos. Estava muito nublado, mas a pouca luz que vinha da janela descoberta refletia no chão branco. Os vizinhos conversavam e riam lá fora. Não levantei, porém. Queria continuar ali, quentinho, de baixo das cobertas. Não vi as horas passarem, não havia relógio por perto. Por ficar deitado, consegui mais alguns minutos, talvez hora, de sono gostoso. Não me agrada ficar na cama até tarde, mas não havia relógio.
Levantei-me. O dia estava frio, mas, por motivo que desconheço, minha cama estava tremendamente quente, tão quente que me deu vontade de arrancar as cobertas. Lembrei-me do sonho que tive durante a noite.

...

Estava indo para uma festa, com minha mãe e irmã com o namorado. Chegamos no estacionamento do salão onde seria a celebração. Não sei de que, mas haveria uma. O local era incrivelmente parecido com minha casa. Ao sair do carro, encontrei dois amigos. Estavam acomodados numa cama encostada na parede. Fitaram-me por um instante e desviaram os olhos. Fiquei a pensar o que poderia ser. Nem mesmo me cumprimentaram! Após um tempo, um deles me chamou. Acompanhei minha mãe até as escadas e disse que eu já subiria. Voltei para perto dos dois. Chovia. Peguei um guarda-chuva e fui até eles. Cumprimentaram-me, então. Mas um cumprimento estranho, distante, com olhares de suspeita ou sei lá. Fiquei a imaginar se eles sabiam e se seria por isso que agiam tão estranhamente. Percebi que estavam a olhar um site no laptop. Um computador surgiu a minha frente e pude ver o que eles viam. Era um blog. Havia perguntas, como uma enquete. Eram perguntas pessoais e reveladoras de gostos. Lembrei-me de já tê-las respondido e fiquei a imaginar se, de alguma forma, eles teriam lido minhas respostas e, por isso, me olhavam daquele modo. De repente, a página mudou. Era o blog de um outro alguém. Havia fotos muito pessoais de tal pessoa. Nunca o vira antes na minha vida. Descobri, então, que ele visitara meu blog e deixara, lá, um comentário. As fotos me perturbavam. Meus amigos viam a mesma coisa. "Droga", pensei "eles sabem". Cheguei mais perto de um deles. A chuva ficava forte. Ele sorriu para mim e pude, então, perceber que não havia raiva ou suspeita em seu olhar. Era algo diferente. Ele me escondia de um sentimento seu. Um sentimento...

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

S.

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- Por que você sente necessidade disso?
- Porque eu quase me apaixonei.