terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

D.

Por quê?

Preciso saber mais sobre Deus. Digo isso, pois estou a assistir a True Blood, segunda temporada, outra vez. O Godric se matou. Disse que "isso é errado... nós somos errados". Como pode ele pensar isso? Ok, é uma série sobrenatural, mas não somos todos criações de Deus? Logo, ele também seria. O que o fez achar-se "errado"? Não há nenhum outro criador, pelo menos para a mentalidade cristã, mas Godric lamenta-se pela sua existência e espera ser punido por isso.
Lembro-me da aula de literatura do Adriano sobre "Crônica da Casa Assassinada". O diabo seria a ordem, a opressão, a vergonha, enquanto Deus seria a liberdade, a superação das diferenças, o prazer. Em algumas "partições" das religiões, o prazer é atrelado a demônios. Se uma pessoa sente-se tão bem ao praticar uma ação, ela, provavelmente, está possuída. Daí vem aqueles exorcismos, falsos a meu ver. É incrível como esses rituais possuem tamanho efeito nas pessoas. É como um efeito placebo. O "possuído" faz todas aquelas poses e contorções por causa dos berros e palavras fortes que o exorcista usa, sem contar que há uma infinidade de fiéis ignorantes a gritar "Amém!" ou "Aleluia!", incentivando o ritual. Lembro-me de um episódio de "House", no qual há um paciente doente no avião. Como não sabem o que ele possui, acham que trata-se de uma doença contagiosa. Logo, todos no avião apresentam sintomas parecidos e acreditam que são vítimas de um vírus ou bactéria mortal, quando, na verdade, o primeiro doente não possuía doença contagiosa. House, quando descobriu que não havia perigo de contaminação, fez um teste: anunciou que o paciente possuía uma doença altamente contagiosa e mortal. Após dizer isso, tosses aqui, espirros ali, vômitos acolá. Todos ficaram doentes, sendo que, na verdade, não havia uma doença. Era a mente pregando uma peça. Já assisti a programas científicos no GNT, NatGeo e Discovery sobre isso. É como se fosse um stress contagioso provocado por nossas mentes. Basta ficarmos em ambientes onde algo que nos assusta ou que evitamos acontece e pronto. Nossa reação é quase sobrenatural. Junte a ela bandos "alienados" e voilá! Temos um ritual de exorcismo.

Ficou claro que não acredito em demônios. Sexo, drogas, rock'n roll... há quem diga que quem pratica essas ações está com um demônio no corpo. Lembro-me da mãe da Tara alimentando seu vício e culpando o demônio (é tão mais fácil colocar a culpa em outra pessoa ou coisa, certo?). A não ser que a pessoa crie chifres ou sofra uma transformação mega, comece a citar frases em línguas antigas e mova objetos com a mente, não acredito que seja um demônio. O fato de uma pessoa ser "curada" nos rituais de exorcismo deve-se à crença que elas possuem. Quantas vezes já não vimos situações de pessoas que sofrem de algum mal, mas, no final, estava tudo dentro da mente delas? Os cientistas ainda estão longe de decifrar o cérebro. Talvez seja por isso que alguns ainda insistem em dizer que são demônios agindo. O desconhecido nos faz criar, elaborar. Ainda acreditaríamos que a Terra é o centro do universo se não tivessem provado o contrário. Ainda acreditaríamos que as doenças são maldições ou castigo dos deuses! O pior é que ainda temos muito dessas crenças ridículas. O belo é bom e o feio é ruim. É sempre assim. Somos forçados a ver modelos perfeitos de vida e acreditamos que eles são "o bom". Pode dar certo para alguns, mas a maioria não passa de um disfarce. E ninguém quer ceder ao "feio", àquilo que a sociedade não está acostumada, pois pode ser ruim, pode fazer mal.
A Sociedade do Sol condena infinitas ações, pois dizem que Deus é contra, Deus não gosta. Ora, mas Ele é o grande criador, o único. E Deus é bom! Para que criaria, então, algo que nos fizesse ter ódio e rancor a ponto de exterminar os supostos infiéis? Esses sentimentos são humanos e somos capazes de tudo quando os deixamos tomar conta de nós. Até mesmo de escrever inverdades e colocar o nome Dele no meio, só para alguma credibilidade, para que os outros tenham medo de questionar.

Quem somos para saber o que Deus quer? Podemos tentar deduzir que, se Ele é bom, quer a paz, a vida em comunidade, respeito e outros valores que criamos para tentar amenizar os ódios.

Há muito nos deixamos ser influenciados por palavras vagas e interpretáveis pelas eras...

...
Fui criado cristão, por pais cristãos, em uma sociedade cristã.
Deixei de ir à Igreja e de acreditar nas palavras que incitam o ódio e a intolerância, por tudo o que já fizeram com a humanidade ao longo das Idades.
Acredito que Deus é o único criador e que sua palavra vale a partir de suas criações e não dos dizeres de um livro (a história é escrita pelos vencedores, sempre, ainda que sejam corruptos e que tenham agido por interesses próprios ao invés dos comuns).
...

Os humanos se colocaram acima de todas as outras criações, para se sentirem superiores, únicos para Deus, diferentes de todos os outros animais.


segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

W. i.

Quando a morte vem e não percebemos


Minha casa passa por reformas. As paredes e tetos tortos me dão uma certa sensação de insegurança. Imagine se a casa toda despenca, de um hora para outra, e morremos esmagados. Sem pensar na dor (não sei se é possível senti-la quando se vira "papel" quase que instantaneamente), fico a refletir como seria o depois da morte.
E se morrêssemos, mas não nos déssemos conta disso? E se fôssemos para um universo paralelo tão semelhante ao nosso que nos impossibilitaria de notar qualquer diferença e, nele, continuássemos a fazer tudo o que fazemos neste? Se assim fosse/for, ao morrermos de forma instantânea, passaríamos para esse universo sem saber que morremos. Continuaríamos com nossas vidas mortas sem nem mesmo ter noção de que, em outro universo, nossos pais, familiares, amigos e conhecidos estariam a lamentar nossa partida. A vida de todos eles, de alguma forma, mudaria, por causa de nossa ausência. E não saberíamos de nada, afinal, não seria de nosso conhecimento o fato de não existirmos mais.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

E. F.


Oh, yeah.
I have eye floaters!!

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

P.


1999 - Era hora do recreio. Minha mãe me dera uma mochila térmica da Sadia. Eu a carregava pelo pátio. Não era estranho usar merendeiras naquela época. Avistei um garoto do meu especial... ah, brincávamos de polícia e ladrão! Era minha vez de ser o ladrão... eu corria, ah, como corria. Mas ele me agarrou pela merendeira (maldita!). Comecei a girar e girar, na esperança de que ele perdesse o equilíbrio e me soltasse. Um sorriso, e bastou isso, para que meu coração desse uma batida mais, o fôlego me faltasse e aquele momento congelasse por instantes. Eu senti algo... e ele também, mas não sentimos a mesma coisa. Ele parou de sorrir e soltou minha merendeira assim que o momento passou. Foi como uma quebra de encanto. O que será que ele viu?

2000 - Eu conversava sobre Pokémon com um amigo, um grande amigo. Caminhamos por entre as árvores, das mesas grandes às escadas. Atravessamos a escola e o papo não mudava. O Sol da manhã emanava uma luz aconchegante, bela, capaz de transformar tudo o que tocava. Foi quando essa mesma luz passou por entre as folhas de uma árvore e iluminou seus cabelos, seu rosto... O mundo parou por, talvez, um segundo. Pode ter sido mais, ou menos, vai saber. Mas parou. Faltou-me ar nos pulmões naquele momento... Eu olhava para um garoto e via, nele, algo além da amizade. Algo muito melhor...

S.


O que se faz em momentos de solidão?
...
O que se faz quando se vive em meio a ela?

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Percy Jackson e O Ladrão de Raios


No geral, em relação a efeitos visuais e sonoros, trama e atuação, o filme é bom. Mas peca horrores ao colocar os Estados Unidos como o centro da mitologia grega. Como assim, a Grécia, de repente, mudou-se para aquele país? Entrada do inferno em Hollywood, Olímpo na torre do Empire States, acampamento de mestiços com filhos de deuses com humanos os quais, adivinhem só, são todos americanos! Tudo nos Estados Unidos.
Percy não consegue ler em inglês, pois sua mente reorganiza as palavras para grego antigo. Mas, pelo que é passado no filme, isso só acontece com o inglês. Coitado dele, então, se fosse a outro país qualquer, ou mesmo à própria Grécia (que não conserva o grego antigo), e tentasse ler algo... Teria que traduzir tudo para o inglês, para que, só então, sua mente fosse capaz de transformar os escritos em escrituras antigas.
Tsctsc...

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Vou Te Excluir do Meu Orkut

Composição: Everton Assunção

Sei que as anos vão passando
E eu amando mais você
Dedicando sempre um
Amor sem fim
Bons momentos de paixão
E de felicidade
E eu sempre acreditei
Que o seu amor era verdade...

Você sempre jurou a mim
Eterno amor
Que um dia casaria comigo
E seria feliz
Mas você mentiu
E vi que estava errado
Um dia vi você sair
Com ex-namorado...

Eu vou te deletar
Te excluir do meu Orkut
Eu vou te bloquear no MSN
Não me mande mais
Scraps, nem e-mails
Power point
Me exclua também
E adicione ele...(4x)

...

Que tristeza... =S

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

...


"Não importa o que você é,
apenas seja você mesmo"

Essa frase finalmente fez algum sentido para mim. Eu a compreendi! \o/
Onde vi isso? Num programa do GNT, quando uma mulher cantou essa música para uma adolescente em dúvidas.
Eu percebi (e senti isso!) que não preciso me enquadrar em nenhum estereótipo ou basear-me em algum arquétipo. Não há motivos para querer me exibir, sendo que nunca fui muito exibicionista. Preciso apenas ser eu mesmo, como sempre fui.
O problema, talvez, esteja no que os outros acham que eu sou. Como disse Padre Fábio de Melo, em uma de suas palestras, não exatamente com essas palavras: as pessoas devem ser o que são, como Deus as fez. Não devem ser o que a opinião alheia sugere. Cabe a cada um revelar-se e desmistificar perante o outro.

Resolvido.

sábado, 6 de fevereiro de 2010


Ele disse:
"Siga seu coração.
Deus sabe o que faz."

Oh, yeah.




Eu quero mais!