Incertezas, desconfianças, não saber o quer. Conflitos internos. E duvidam de uma característica minha. Mudo de assunto, fujo. Mas até quando? Até quando vou agüentar fugir? Já estou quase à beira de dizer o que quero e o que sou (talvez seja, pois nem eu sei ao certo).
Achava que gostava de um, mas, nos dias que se passaram, tive tendências para o outro. Agora já não sei mesmo. Como se já não estivesse muito complicado ¬¬’.
Olho, encaro, analiso. Não tenho o que pensar. Por um lado vejo e aquilo me agrada muito. Consigo imaginar minha vida de tal jeito. Daí olho do outro e também vejo. Mas não me é muito atrativo.
Às vezes acho que tento ser o que não sou, apenas para ser diferente. Tenho essa coisa de “unicidade”. E estou ficando velho. Olho para minha vida e vejo que não fiz nada até agora no sentido que estou a falar. Queria fazer. Não me faltam oportunidades, mas tenho medo das repressões. Há muito das últimas. Há quem diga que não liga, mas será verdade? E o que os mais próximos pensariam? É justamente por desconhecer essas pessoas nesse aspecto que não me arrisco a me definir. E também não gosto de me definir, pois mudo fácil de idéia e pode acontecer, daqui a algum tempo, que eu mude minhas “preferências”. Se já me definir, os outros (droga de outros) vão considerar-me como sendo um certo tipo e pronto! Nada além disso. Daí, se mudo, vão estranhar “uai, mas ele não era...?”
Ó vida, ó indecisões.
Descobri mais alguém (na verdade, me foi falado). Já suspeitava, mas não arrisco muito dizer. Nada sinto. Há outro alguém, mas é apenas encanto.
Nasci. Não me lembro o que aconteceu aqui.
Tenho três anos e bati a cabeça no berço ao tentar pegar uma bola que nele estava.
Tenho alguma idade, não lembro. Empurrei meu primo com tanta força no velotrol que este se inclinou e o primeiro bateu a cabeça no chão.
Tenho sete anos (ou por volta disso). Assisto às Chiquititas. Compro álbuns, aprendo a dançar. Brinco de clubinho com minha prima e uma amiga dela. Construo um elevador. Imito a sirene.
Estou a brincar na rua. Uma menina me chega e diz algo que me ofende. Ela me agarra e me joga. Rasgo a blusa de um menino ao brincar de pega-pega. Foi sem querer.
Brigo com um vizinho. Ele me tacou uma pedra. Fui ao encontro dele. Ele ganhou.
Tenho amizades fortes na escola (1ª a 4ª série), mas, após a formatura, nunca mais vejo algum.
Entro no Batista. Faço novas amizades, algumas para toda a vida, outras duvidosas, mas quis o risco. Um deles tem ciúmes, o outro, desfaz-se de mim. Perco-os.
Mudo de turno. Faço, novamente, outros amigos. Amigas, agora. E assim fomos, desde então. É forte o laço que nos une e espero que fortaleça mais.
2006~2007 Faço uma nova amizade, a mais linda de todas, a mais incrível. Impossível descrever com palavras, mas possível com atos. Uma palavra? Eterna. Assim também espero.
Faço coisas das quais não sei se me orgulho. Gostei, mas a dúvida não sumiu.
Atualmente, não sei. Talvez eu não queira gostar ou não goste mesmo. Talvez já tenha me acostumado a sentir algo e criado barreiras contra o outro sentimento. Vejo uma placa: "Domínio próprio: rejeitar os desejos errados...". Não gostei muito dela, mas estaria certa? O que seriam desejos errados? Como sei de onde veio, tenho alguns em mente.
...
Velho estou, a vida passou em uma piscada e nada pude aproveitar, porque meus amigos não me aceitaram ou porque tive medo.
Morri.
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