Ultimamente não tenho postado nada muito reflexivo por aqui. Bom, os tempos mudam, e acho os velhos voltaram, pois, novamente, vou falar de algo.
Sentimentos não muito legais.
Hoje li um post antigo de uma amiga. Ela falava sobre sua indignação com as pessoas que se calam. Logo pensei naquelas que não têm coragem de dizer o que sentem ou o que querem, por ter vergonha de si mesmos, por não ter receios do resto do mundo. Sim, exagerei muito, mas foi necessário. Talvez a vergonha não seja a grande culpada, afinal, um ser humano sente-se envergonhado porque está imerso numa sociedade de padrões, de hierarquias, e aqueles que tentam sair, ou saem apenas por serem o que são, tornam-se alvos de olhares e conceitos, rótulos! Mas logo se lê aquelas frases, de grandes filósofos, pessoas influentes ou mesmo naquelas revistas terríveis de fofoca, as quais dizem "Seja você mesmo", "Somente o ser humano que conheci a si e se assume diante do mundo é apto a conhecer este mundo", entre outras.
Como há alguém de ser ele mesmo, de lutar por aquilo que quer, se não há chance?
Indinação.
Estava a passear com meu cachorro, quando passo do lado de uma mulher. Ela começa a falar: "Deviam construir lugares para os cães fazerem essas porcarias.". Encarei-a e virei-me. Continuei a andar e a mulher a falar: "Deviam era multar esse povo que deixa o bicho fazer essas coisas e não limpa!", "Ah, essa gente que vem de longe e trás os porquinhos pra cá, só pra fazerem essas plastas!!". Aff, fala sério né! Que vontade terrível de argumentar diante dessa dona. É frustrante saber que sou uma dessas pessoas que não fala, não consegue expressar o que sente, pois não gosta de conflitos. E fico com aquelas palavras presas na garganta, prontas para pular, mas engulo-as. Como queria vomitá-las, ter uma verborragia daquelas. Isso me faria sentir muito melhor! Por que não consigo!?
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