quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Once I told...

Um dia estava eu, sentado, a assistir TV. Era um daqueles programas de reality show. Como sempre, tentavam algo novo para ver se dava mais audiência. Até que funcionava. Não sei bem de quê se tratava, mas entrou uma nova pessoa. Era um homem próximo de seus trinta anos. Eu votara nele em dias passados. O motivo paraceu idiota: "ele é bonitinho" - pensei. E não é que é!? Logo comecei a imaginar-me em situações envolvendo não apenas ele. Faço muito isso. Seria, talvez, por causa da falta de atividades sociais à qual me sujeito!? Quer dizer, saio de casa muito raramente e quando o faço é em companhia de antigas amizades, as quais podem não estar (e acredito que não estão) acostumadas com um possível fator determinante de uma pequenina parte de minha personalidade.
Não consigo, por algum motivo o qual desconheço, dizer aquilo. Aquelas palavras, possivelmente três... Palavras que me torturam lenta e dolorosamente. Afinal, minha vida está passando, indo embora, quase que desperdiçada no sentido de relações interpessoais. Fico a imaginar o que me aconteceria se dissesse as três palavras. Seria difícil, provavelmente, levar a vida depois de tê-las dito. Pela reação de alguns poucos aos quais me pronunciei de um modo "modificado", vejo que seria, sim, muito difícil.
Dizem que nada na vida é fácil. Caso fosse, que graça teria? Bom, não encaro muito por esse lado. Existem dificuldades e dificuldades. Talvez digam isso para que as pessoas criem dentro de si alguma esperança ou vontade de viver. De fato, se todos nos acomodássemos, teríamos como resultado um mundo consideravelmente entediante, mesquinho.
Pus-me a jogar... Chats abertos em meio à multidão. A maioria expressava a mesma coisa. Por que esse ódio, devo dizer, alienado!? ´São poucos os que param para pensar realmente sobre a situação, sobre a diversidade de visões, "orientações". E desses, estão em menor número ainda aqueles que tem uma razão concreta a qual podem utilizar como argumento a favor do ódio. Logo, todos os outros são um bando de gente que não pensa por si própria, acham-se no centro da razão e da fé...
Não gosto de quem é defensor extremo ou segue correntes de pensamentos "alienados".

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