segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

H. I

H. I


- Ah, droga, mas ainda são 06:30h! - meu despertador tocara mais cedo do que havia programado. Tinha um compromisso às 10h, apenas, e aquele som terrível só devia me incomodar depois das 08:30h! "Não conseguirei dormir mais, nunca consigo", pensei.
Espiei quem estava a meu lado. Meu irmão... Era incrível o quão belo ele era. Dormia tão pacificamente, tão perfeitamente. Que vontade de partilhar da mesma cama, da mesma coberta que ele! Mas não podia... meu medo da opinião pública, e não só essa, mas a dos meus pais também. O que pensariam? Minha mãe quase me linchou quando descobriu que eu guardava uma foto de um homem de cueca debaixo das minhas cuecas na gaveta do guarda-roupas. "O que é isso aqui?" Gelei quando ela me perguntou. Segurava a imagem nas mãos... minha respiração foi a mil, comecei a suar, meus batimentos eram tão fortes e rápidos que podia escutar as veias pulsando no meu pescoço e sentir as palpitações de cada batida. Uma dor na garganta me impediu de falar por alguns segundos. Foi muito tempo, talvez até demais, tempo suficiente para que ela suspeitasse que eu bolova alguma mentira. E foi o que fiz: menti. "Eu quero entrar na academia!". Ela estranhou. "Quero ter um corpo assim. Imagina só! Eu desse jeitinho aí, hein?". O assunto terminou ali. Ela me olhou de maneira repreensiva, provavelmente não acreditara naquela mentira deslavada. Foi minha única arma.
Mas ali estava meu irmão. Dormia tão lindamente. Não consegui conter um suspiro.
Não entendia o porquê daquele sentimento, afinal, ele era uma cópia de mim, meu gêmeo! Quando me abri para uma amiga, depois de muito receio, claro, afinal, não sabia a reação que teria, ela disse: "Ah, vai ver você está apaixonado com você mesmo". Tudo bem, era possível. Porém, eu sentia por ele algo que não sentia por mim. Será que ele sentia o mesmo?
- Provavelmente, não. - falei baixinho e me surpreendi com uma resposta, ainda que não tivesse feito pergunta alguma.
- Não o quê? - ele estava acordado.
- Eu o acordei? Desculpa. - ele se descobria e espreguiçava. O cabelo amassado, o rosto amarrotado, um sorriso maravilhoso se mostrou.
- Eu tenho aula, lembra? - de fato, ele repetira um ano a ainda estava na última semana de provas. Eu optei por não tentar o vestibular no ano passado, não sabia o que queria ainda.
- É incrível como você acorda de tão bom humor.
- É... eu devo ter um déficit ou superávit daquele hormônio... como é mesmo?
- Sei lá... contanto que eu não morra de ataque cardíaco por causa dele, não me interessa.
- Mas o que era que você resmungava? "Provavelmente, não..."
- Pensamentos... fico imaginando meu mundo perfeito quando acordo, mas logo fico frustrado, pois nunca vai acontecer... - e não iria mesmo.
- Há! Talvez esteja na hora de você voltar à realidade, então. É horrível... Quer uma palmada nas costas como consolo?
- Um abraço seria bom... - falei para mim mesmo.
- Quer um beijo também? - ele, de novo, me escutou! Como podia? Ah, quem dera eu tivesse coragem para dizer "sim"...
- Vai tomar banho, vai! - e foi. Sentei na cama, meu travesseiro no colo. Fechei os olhos e desfrutei de um momento que não aconteceu.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

D.


Lá estava eu, debaixo dos panos de minha cama. Olhava atentamente aquele pedaço de carne. Achei delicioso, mal podia esperar para colocar minha boca naquilo. Mas me perguntei: o que aquele pedaço fazia ali? Os panos desapareceram de repente e a luz, então, iluminou aquela tentação. A cor era estranha, um tom escuro, mulato. Não me lembro de ser daquela cor. Poderia ter mudado, afinal, há muito não via (se é que já vira) aquele pedaço.
Aproximei-me lenta e cautelosamente. Não queria fazer barulho. Não queria que me pegassem em meio ao prazer. Encostei meus lábios. Que sabor! Que textura! Nem tão duro, nem tão macio, simplesmente perfeito. Já havia visto outros e sempre os imaginava duros demais, macios demais, ou pequenos demais, tão pequenos que eu não me daria por satisfeito. Saboreei. Ousei mais um pouco e tentei algumas mordidinhas, bem de leve. Que sensação maravilhosa! Quase sobrenatural! Poderia ter ficado ali até que minhas energias se esgotassem, mas algo nas proximidades se mexeu. Fiquei paralisado, se fosse alguém... Não podiam me pegar fazendo aquilo. Eu não estava preparado para que soubessem. Queria fazer aquilo em segredo. É o meu mundo, não preciso da opinião deles... não... NÃO!

sábado, 19 de dezembro de 2009

Merlin


Nossa... mto bom ^^

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

P.


Comprei um fone novo. ^^
Nossa... muito bom *-*

Philips SHP2700

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

M.





I think I've always dreamed about a rider-prince type...


Merlin


terça-feira, 8 de dezembro de 2009

G.

Eu me preocupo com eles. Talvez pensem que não, pois eu, geralmente, não demonstro. Falta-me iniciativa de pegar o telefone e ligar para algum deles. Não gosto de telefone, porém.
Odeio o silêncio que ele traz.

domingo, 6 de dezembro de 2009

Hot.





C. I

Uma luz incrivelmente forte invadiu meus olhos. Estava muito nublado, mas a pouca luz que vinha da janela descoberta refletia no chão branco. Os vizinhos conversavam e riam lá fora. Não levantei, porém. Queria continuar ali, quentinho, de baixo das cobertas. Não vi as horas passarem, não havia relógio por perto. Por ficar deitado, consegui mais alguns minutos, talvez hora, de sono gostoso. Não me agrada ficar na cama até tarde, mas não havia relógio.
Levantei-me. O dia estava frio, mas, por motivo que desconheço, minha cama estava tremendamente quente, tão quente que me deu vontade de arrancar as cobertas. Lembrei-me do sonho que tive durante a noite.

...

Estava indo para uma festa, com minha mãe e irmã com o namorado. Chegamos no estacionamento do salão onde seria a celebração. Não sei de que, mas haveria uma. O local era incrivelmente parecido com minha casa. Ao sair do carro, encontrei dois amigos. Estavam acomodados numa cama encostada na parede. Fitaram-me por um instante e desviaram os olhos. Fiquei a pensar o que poderia ser. Nem mesmo me cumprimentaram! Após um tempo, um deles me chamou. Acompanhei minha mãe até as escadas e disse que eu já subiria. Voltei para perto dos dois. Chovia. Peguei um guarda-chuva e fui até eles. Cumprimentaram-me, então. Mas um cumprimento estranho, distante, com olhares de suspeita ou sei lá. Fiquei a imaginar se eles sabiam e se seria por isso que agiam tão estranhamente. Percebi que estavam a olhar um site no laptop. Um computador surgiu a minha frente e pude ver o que eles viam. Era um blog. Havia perguntas, como uma enquete. Eram perguntas pessoais e reveladoras de gostos. Lembrei-me de já tê-las respondido e fiquei a imaginar se, de alguma forma, eles teriam lido minhas respostas e, por isso, me olhavam daquele modo. De repente, a página mudou. Era o blog de um outro alguém. Havia fotos muito pessoais de tal pessoa. Nunca o vira antes na minha vida. Descobri, então, que ele visitara meu blog e deixara, lá, um comentário. As fotos me perturbavam. Meus amigos viam a mesma coisa. "Droga", pensei "eles sabem". Cheguei mais perto de um deles. A chuva ficava forte. Ele sorriu para mim e pude, então, perceber que não havia raiva ou suspeita em seu olhar. Era algo diferente. Ele me escondia de um sentimento seu. Um sentimento...

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

S.

.


- Por que você sente necessidade disso?
- Porque eu quase me apaixonei.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Qu.M.F.

- Boa sorte, então, cara! - Ele apertou minha mão. Um aperto forte.
Dizem que dá para saber muito da personalidade e valor de um homem por seu aperto de mão. Lembro-me de já ter escutado que apertos fortes com uma "balançada" demonstra que o homem vale a pena. Bom, esse deve valer mesmo, pois nunca tive tal sensação.
É razoavelmente desnorteante sofrer impacto assim. Um suspiro, foi tudo o que pude dar. Talvez um sorriso, mas não sei ao certo. Passou.

...




domingo, 22 de novembro de 2009

T.

E.


Era um domingo como outro qualquer. Lá fora, o calor era tão intenso que até mesmo os pássaros deixaram de voar. O jornal anunciava belas perspectivas para o futuro da cidade: "Belo Horizonte depois da Copa de 2014". O Arrudas se tornaria um parque. Por alguns segundos, antes de descobrir que a notícia não se passava de fruto da imaginação de algum arquiteto/decorador que sonha em demasia, uma ponta de esperança surgiu em mim. Mas apenas por poucos segundos... somente até descobrir a falsidade de tal informação.
Pensei muito nele nos dias que se passaram. Tenho uma cena gravada em minha mente. Ele estava todo social. Camisa branca, calça preta e sapatos. Na conversa, me deu um sorriso (qual meu problema com sorrisos?). Não um sorriso com tom de deboche, mas como reação positiva a algum comentário ou expressão que eu fizera ou, simplesmente, pelo momento que passamos juntos. Poderia me descrever como apaixonado, mas não é o caso. Talvez um encanto. Não é todo dia que se encontra alguém assim.
E as fantasias logo começam. Vejo um filme ou uma série de TV, na qual acontece uma cena "fofa" ou romântica, e logo me imagino a fazer aquilo. Como seria se acontecessem comigo?

...

"Você vai se casar com a mulher da sua vida."

Eu morri nesse dia.
Senti-me como se mil travesseiros me sufocassem naquela hora. Não disse nada, porém. Fiquei quieto como sempre. Sofri sozinho... a minha dor... minha.

...

Na fila do Concerto Didático, um homem estava na minha frente (óbvio, afinal, estávamos em fila para entrar). Ele se virou e encontrou meus olhos. Pensei já tê-lo visto em algum lugar. Era-me muito familiar, mas não lembrei quem na hora e nem lembro agora. As pessoas começaram a entrar. Eu estava na escada. Ele, um degrau acima do meu. Todos os que estavam na sua frente se distanciaram, mas ele continuou imóvel. Havia outro homem a quatro ou talvez cinco degraus acima de mim. Loiro, de estatura média, com um sorriso radiante. Vestia uma camisa social azul. Não prestei atenção no resto. Ele olhou para o moço que estava na minha frente e me fitou logo depois. Não interpretei a a "olhada" e nem a "fitada" na hora. Quando o loiro desceu as escadas e veio ao encontro daquele que estava na minha frente, foi aí que entendi. Deram um selinho seguido de um abraço incrivelmente verdadeiro com sorrisos e uma fala "Que bom que você veio!". Eu não me movi. O loiro novamente me fitou e olhou para, creio eu, seu acompanhante. Não me movi, pois estava em fila. Ele estava na minha frente e eu não queria "furar". Já ia interromper o momento dos dois com uma "Posso passar?!", mas o moço do degrau acima foi mais rápido "Pode passar.".
Fui.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

H.d.M.V. P. 2

A casa fora destruída. Talvez fosse culpa daqueles empresários/engenheiros/arquitetos que não ligam para o patrimônio histórico e tentam burlar a lei. Enfim, estava destruída. Destroços, apenas.
Passei por lá, dias mais tarde. O estranho foi que a casa ainda estava lá. Não sei o que ocorreu! Estava impecável, como se tivesse sofrido alguma reforma recente!
Talvez fosse outra casa, em outro lugar. Os fatos se misturam na nossa cabeça...

Às vezes penso na possibilidade de sermos experimentos. Algumas coisas são muito bem boladas. Como os povos antigos sabiam tanto. O comportamento humano seria uma constante em toda e qualquer sociedade?
E se fôssemos experimentos de alguém ou um grupo de "alguéns" que buscasse a perfeição? Como se eles pudessem voltar no tempo, ou mesmo ir para o futuro. Escrever em um livro, ou vários, tudo o que, teoricamente, funcionaria e tudo aquilo que provoca a desgraça humana. E deixassem esse livro em tempos estratégicos, eras diferentes, enquanto formavam-se comunidades.
Existe uma teoria, não me lembro quem a ditou e nem mesmo o nome dela. Mas fala do tempo cíclico, como se a linha do tempo fosse, na verdade, circular. Assim, não teria extremidades e o tempo estaria condenado a se repetir eternamente. Há, também, a possibilidade de pequenas ou grandes coisas mudarem nessas voltas.
Imagine a formação dos planetas... do Universo. Vivemos na Terra e nossa estrela caminha para sua morte. Há teorias que dizem que as Galáxias tendem a se juntar em uma única e enorme massa. Uma mega estrela teria tanta gravidade que seria capaz de "sugar" todo o Universo para si. O que aconteceria depois!? Como o tempo é cíclico, um novo "Big Bang" aconteceria. Novamente os planetas seriam formados. Moléculas compartilhariam suas funções até que grupos enormes daquelas se formassem. A primeira célula nasceria. A vida (re)começaria. Uma coisa aqui e ali, diferentes, determinariam o rumo do restante do ciclo. No final, o Universo novamente seria engolido e tudo teria outro início...

ZzzZzz...

terça-feira, 17 de novembro de 2009

H.d.M.V. P. 1


- Quer ir lá em casa no final de semana? - ele me fez a pergunta como se nada tivesse acontecido.

- Sua mãe deixou!? - perguntei, receoso.
- Claro! Ela adora quando você vai lá! A gente vai no clube do América pela manhã.
Eu aceitei. Não apenas pela companhia, mas por tudo aquilo que uma simples "ida à casa dele" significava: jogar N64 até o anoitecer!
Não posso negar, eu adorava videogames! Em especial o 007 Contra GoldeenEye com todas aquela manhas de armas e munição. Era impossível ser derrotado, pois a manha de vidas eternas e life infinito não possibilitava isso.
Cheguei em casa e perguntei a minha mãe se podia ir com ele. Ela, como quase sempre, me liberou.
O telefone tocou no dia seguinte. Era ele. Ligou para avisar que já estava saindo de casa e que, em alguns minutos, passaria para me pegar. Dez minutos, era o máximo de tempo que levava. Afinal, ele não morava tão longe, mas nem tão perto. O interfone tocou.
- Tchau, mãe! - disse ao pegar minha mochila com cueca, toalha, protetor e alguns biscoitos ou chips.
Entrei no carro. A mãe e o padrasto dele cumprimentaram minha mãe e lá fomos.
O clube do América ficava a quase uma hora de minha casa, se o trânsito estivesse bom. No caminho, dentro do carro, brincávamos de várias coisas. Tínhamos uma brincadeira na qual ficávamos a fazer careta, pelo vidro de trás do carro, para os que passavam na rua. Éramos muito jovens, duvidávamos de que alguém acharia ruim (mas ainda assim, morríamos de medo de ter a atenção chamada).
Ele tinha um GameBoyColor também. Jogar Pokémon era, simplesmente, uma maravilha! Não exagero ao dizer isso, pois o desenho, o álbum, os jogos, etc. eram febre na época. Eu sabia os nomes dos 151 Pokémons, todas as músicas de cor, estava quase por completar meu álbum (só faltavam as insígnias de figurinhas brilhantes) e sonhava com a vinda dos novos 100 Pokémons da série Jotho. Eu o ajudava a capturar, treinar e até a derrotar líderes de ginásio!
- Chegamos! - anunciou a mãe dele. O padrasto era um senhor bem legal. Não sabia exatamente o que acontecera com o pai dele. Nunca me falou nada.
Corremos pelo estacionamento descalços. As britas quentes queimavam e quase furavam nosso pés. Mas não importava, logo estaríamos no clube, nas piscinas, no tobogã. Ah, aquele tobogã. Não havia coisa melhor! Três voltas, tinha ele. Brincávamos de descobrir técnicas para ganhar velocidade. Trenzinhos eram comuns, mas muito lentos. Queríamos velocidade. Pulávamos no início, pegando impulso na barra que ali havia. Empurrávamos as paredes do tobogã para trás, enquanto éramos arremessados para a frente. Além de tudo, ainda deitávamos no formato de flecha para chegar lá embaixo com a mesma velocidade de uma. Que delícia!
Também tínhamos algumas brincadeiras dentro da piscina. Lutas influenciadas por Pokémon e DragonBall Z. Muito íntimas elas ficavam.

Algo que eu adorava fazer era nadar até o fundo da piscina e fingir que era um daqueles peixes que nadam com a "barriga" encostada no fundo. E nadava por entre os homens que se refrescavam. Não sei exatamente o que ele fazia, se agia do mesmo modo que eu. Mas de uma coisa eu sabia (só não compreendia o porquê): eu era diferente dos outros garotos da minha idade. Não que isso me incomodasse, afinal, sempre fui muito firme ao ter que decidir entre queimada e futebol, pular corda e futebol, vôlei e futebol...
Eu não ficava muito com os outros meninos. Sentia algo muito estranho e que, para eles, assim como para muitos, era um sentimento condenável. Por esse e, talvez, outros motivos, me "escondi".
Passava mais tempo com as meninas a fim de me esconder. Brincávamos de professor, "clubinho", enfim... coisas de menina. Eu não ligava quando os outros diziam: "Ih, olha a menininha!" ou qualquer coisas assim. Eu sabia que era menino. Apenas gostava do que as meninas gostavam. A companhia delas me era melhor que a deles. Só queriam saber de futebol e brincadeiras de menino, que, quase sempre, acabavam em briga.
Apesar de íntimas, nunca tentamos o ato mais simples. Era nojento. Na nossa idade, não queríamos saber disso, ainda mais por termos, como influência, o filme "Os Batutinhas" com aquelas falas "meninas, BLAAAAARGH!" e a encostada na língua insinuando o vômito. Era estranho praticarmos algo, talvez mais intenso, e morrermos de nojo disso.

Ok, eu beijei minha prima. Eu devia ter uns 8 anos. Era uma brincadeira de "Verdade ou Consequência". Minhas verdades se foram. Numa consequência, tive que beijá-la. Não gostei. Na verdade, fui neutro quanto ao beijo, e morri de nojo da ideia de ter saliva dela na minha boca. Eca, troca de cuspes!!
Fora isso e minhas experiências de "Descubra o sexo oposto" do jardim de infância, as quais, após muito temer por tê-las praticado, descobri serem bem comuns, meu único outro beijo com uma garota foi aos 14 anos. Inicialmente, tudo bem. Ela me pediu para morder um bombom que segurava em seus lábios. Lá fui eu... devo dizer que gostei da ideia. Nossos lábios se tocaram e o gosto do chocolate com recheio de nozes dava um "quê" àquele ato. Provocante, devo dizer. Logo depois, porém, um beijo de verdade. Não consegui. A repulsa que senti foi enorme! Não consegui nem mesmo mexer meu lábios. Ela perguntou: "Por que você não me beija!? Nunca beijou?". Não, eu nunca havia beijado, não daquele jeito, com língua e tudo. Mas não era isso que me impedia. Simplesmente não dava! Não conseguia!

Após o momento frustrante (e após ela me deixar sozinho, quase em posição fetal, lá fora, no escuro), corri para o banheiro...

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Family Guy






Esse episódio foi divertido xD

domingo, 8 de novembro de 2009

I.

E por várias vezes eu procurei alguma explicação.
Abri um livro (vários, na verdade) uma vez (várias, também ¬¬') e, neles, busquei, insistentemente, algo de que eu não soubesse. Nada me esclarecerem... de nada adiantaram.
Achei outro... um dia desses. Li.
Uma explicação deixava claro que era normal. Uma fase.
Mas o que fazer quando essa fase não passa, ou quando não é uma fase?
Aceitar. Mas não no sentido de conformidade, pois quem se conforma sabe que algo poderia ser melhor, entretanto, não busca esse melhor.
Eu vi os bons "lados" da coisa. Aceito, em parte, e busco esse melhor.

.

F.

At last!

As provas de Habilidades Específicas acabaram! ^^
Ainda tem as gerais, mas não vou deixar isso me abalar...


Aiai...

^^'

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

B.


¬¬'

Retorno à vida normal...

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

F.

http://familyguydownloads.blogspot.com/

^^

Vestibular chegando!!! ¬¬'

E.

Não se trata apenas de tocar um instrumento, mas de interpretar, articular, ter afinação perfeita. Ter música interior.
Às vezes penso que não a tenho e a certeza quase me aprisiona.

...

Certeza, com este post, eu tenho. Pensei que, talvez, chegaria a gostar ou amar. Não ocorreu. Dificilmente ocorrerá.
Não posso dizer ainda. Não consigo.
Não me conformei com a situação.

...

"Antes disso você já tinha dúvidas?"
Os sonhos me responderam. Trouxeram-me à memória fatos passados os quais eu imaginava já ter esquecido.
Meu interesse não é recente.
Já tentei soluções... não posso, simplesmente, ignorar. Não é algo forçado. É puro e espontâneo.
Talvez não tivesse que dizer isso se me aceitasse como sou.

Aqui exibo minha resposta. Não evidente, afinal, não tenho coragem.
Mas nas entrelinhas (ou sobre elas...)
.

domingo, 18 de outubro de 2009

U








B&S

Scotty.

Ok, eu devo admitir: eu o amo. *-*
Já O kevin... pelo menos ele está mais "legal" nos episódios recentes... ¬¬'

xD

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

S. . . .... ...... ........ .......... of

'I wish I could hold him on my arms.'



'- So... it means you love me again!?
- I've never stopped loving you.'

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

O

P.


Em um futuro não muito distante:

- Há algum tempo, eles buscavam a cura, como se houvesse uma cura.
- É verdade?
- Era. Naquela época, era muito difícil aceitar algo assim. A humanidade tem muita resistência em aceitar situações novas, tecnologias recentes ou futurísticas, ideologias, seja o que for. E mais: tem a péssima necessidade de espalhar aquilo que identificam como o certo. Alteram culturas, oprimem minorias.
- Mas por que isso?
- Ora, é o medo. Medo de que algo dê errado, de que essas minorias venham a alterar algo, caso consigam concretizar seus desejos. Às vezes, é até mesmo inveja. Aqueles que não conseguem se expressar, ou o fizeram de um modo árduo e cheio de sofrimento, querem que seus posteriores sofram e fiquem calados também.
- Mas se todos tivessem o que querem, o mundo seria um caos!
- Sim. Por isso criaram seres superiores capazes de punir aqueles que "saem da linha". O medo constante de ser julgado ou punido impede as pessoas de fazerem algum mal, mas num primeiro momento apenas. Veja quanta destruição os humanos causaram uns aos outros. Guerras, assassinatos, vingança, qualquer ato prejudicial a outro humano. É necessária uma história bastante persuasiva para manter a ordem, um livro de "como agir", caso contrário, como saberiam o que é certo e o que é errado? Surgiram, assim, os livros que ditam religiões.
- Religiões?
- Religião é um conjunto de verdades para uma pessoa, as quais ela utiliza como um guia para vida. É possível que cada um construa seu próprio guia, mas o ser humano é muito influenciável. Suas opiniões são sujeitas a mudanças com o passar do tempo, ou ao enfrentar diferentes situações. Algo deveria ser feito para que uma verdade fosse verdade para sempre, imutável. Para isso, foram criados os livros religiosos, os quais, por serem escritos a partir de sinais do ser superior, seriam inquestionáveis, imutáveis e, assim, poderiam ser adotados por todos.
- Mas isso aconteceu? Esses livros foram mesmo adotados por todos os humanos?
- É claro que não. O mundo é enorme. Em épocas nas quais os meios de transporte eram limitados aos pés, animais e carroças, a divulgação de uma religião era apenas local. Assim, nas várias partes do planeta, diferentes religiões surgiram, cada uma com base na realidade a qual as pessoas viviam. Uma realidade local, bastante limitada. Os humanos, porém, independente da região em que se encontram, possuem os mesmos instintos. Como qualquer animal, o ser humano tem instinto de sobrevivência e é capaz até de matar seu semelhante para garantir a vida. Por ser algo universal, visto em qualquer região do planeta, encontramos questões relacionadas ao assassinato em qualquer religião. E por ser algo que atrapalha a vida em comunidade, é condenável em todas elas.
- Não entendo. Se é condenável, por que, mesmo assim, matava-se tanto?
- Por causa da divergência de interesses. Tente entender: você gosta de seu modo de vida?
- Claro! Não condenamos ninguém aqui na comunidade. Todos vivem em paz...
- Imagine, agora, se alguém, de um lugar distante, aparecer por aqui. Uma pessoa com costumes completamente diferentes dos seus. O que faria?
- Eu a aceitaria de boa vontade e apresentaria nossos costumes a ela.
- E se essa pessoa, de alguma forma, ameaçasse teus costumes? Quebrasse algumas regras que regem tua comunidade, quebrasse algumas verdades?
- Não sei...
- Em tua comunidade, todos têm direito de se expressar e direitos iguais, certo? Esse "invasor" também teria?
- Mas é claro, é algo universal, não? Os direitos iguais?
- Então ele poderia praticar aquilo que acha que é certo, afinal, estaria apenas se expressando e todos teriam que respeitá-lo, já que os direitos são os mesmos.
- Sim, mas se ele provocasse algo que ameaçasse nosso modo de vida, também teríamos o direito de expressar nossa opinião a cerca da situação.
- É claro. Mas ele ainda teria o direito de revidar. Com o passar do tempo, você não ficaria um pouco incomodado?
- Ficaria, sim!
- E o que faria?
- Bom, eu tentaria convencê-lo de que aquilo que ele faz é errado.
- E se ele não quiser se convencer disso? E se continuasse a ameaçar a ordem da comunidade?
- Não sei... teríamos que detê-lo de algum modo.
- Sim, tentariam excluí-lo de alguma forma, afinal, ele é uma potencial ameaça para a comunidade. O que faria você tomar uma atitude drástica em relação às mudanças que ele pode provocar?
- Não sei... medo de que algo mude e de que essa mudança me prejudique de alguma forma...
- Exato! Vê? Você não é muito diferente do resto da humanidade de tempos atrás. A Inquisição, as Guerras, atentados, assassinatos locais e outras atrocidades que ocorreram... muitas foram por causa do medo de mudanças e da vontade de cada um fazer prevalecer aquilo que acha ser a verdade! Você apenas respeita as culturas diferentes, porque está longe delas. Um cidadão de outros costumes apareceu em sua comunidade, ameaçou provocar alguns distúrbios e a ideia de excluí-lo veio à sua mente.
- Entendo... enquanto uma cultura não ameaça outra, não há razão para conflitos, mas o choque que temos ao cruzá-las é como uma faísca prestes a acender um barril de pólvora.
- Nos tempos passados, quando surgiram as religiões, não havia muitos choques culturais, mas com a globalização, passamos a ver o que acontece do outro lado do mundo. E se, lá, praticam algo que para nós é absurdo, é contra nosso modo de vida, nossa religião, nos sentimos incomodados. A situação piora quando a religião ensina que devemos propagá-la para o mundo, pois, assim, nos sentimos na necessidade e obrigação de interferir nessas outras culturas, ameaçar o modo de vida que elas proporcionam. Como você, essas culturas tentariam excluir o que as ameaça (o homem de outra cultura). Temos, então, um conflito.
- Mas enquanto tivermos diferentes religiões e culturas, haverá conflitos!
- É fato, sim. Mas veja o quanto o mundo mudou. Desde o início, havia aqueles que não concordavam com a religião do local onde nasceram. Pessoas que lutaram pela igualdade de classes e direitos, lutaram pelo direito da vida, pelo direito de se expressar e que, com isso, desmascararam muitos mitos que assombravam as sociedades. Algumas religiões passaram a ser interpretadas de outras maneiras, ficaram mais abertas às situações diversas.
- Enquanto houver divergência de pensamentos, haverá conflitos, isso é fato.
- Sim, e por isso devemos estar dispostos às mudanças. Devemos ser capazes de enxergar além do que os livros religiosos nos ensinam, nos colocar no lugar dos outros ao tomar qualquer decisão. Somente assim seremos capazes de compreender uns aos outros e ver que há fundamento naquilo que nos negamos a aceitar. Um sábio, certa vez, disse: "A História pertence aos mais fortes".
- Entendo. A História se iniciou com a escrita. Com as várias guerras do passado, os vitoriosos destruíam os registros dos perdedores e, com isso, muito foi perdido. Aquilo que os vencedores consideraram errado ou como ameaça a suas crenças foi destruído.
- Exato. A Igreja destruiu livros da Bíblia, e por quê!? Nunca saberemos, afinal, foram destruídos.
- Talvez achassem que esses livros poderiam trazer dúvidas quanto à existência de seu deus ou contradiziam outros livros ou passagens.
- É algo que nunca teremos certeza.
- Mas me diga, por que achavam que havia uma cura?
- Ah, sim... acabei me desviando um pouco do assunto. Naquela época, a homossexualidade era vista como doença, como algo não natural. Religiosos extremos tentavam exorcismos e os mais extremos ainda, assassinato. Mesmo com a divulgação de que vários animais apresentavam comportamentos homossexuais, muitos se recusaram a aceitar. E veja, o acesso à informação não era privilégio de todos. As camadas mais pobres da população se enclausuravam no que os mais velhos, religiosos e conservadores diziam. É claro que também existiam aqueles que se recusavam a aceitar os homossexuais, seja por ignorância ou por influência de uma sociedade preconceituosa. Seriam necessários estudos de Psicologia e Antropologia aqui, e já um pouco tarde para isso.
- Como podiam pensar algo assim? Atração não pode ser forçada, nem pode o amor! Tenho uma namorada e sei bem como é isso. Que bom que os tempos mudaram, não?
- Que bom que os tempos mudaram.
- Mas há muito o que mudar ainda, não é?
- Verdade, mas vamos dar tempo ao tempo...
- Boa noite, pai. Te amo!
- Boa noite filho. Te amo, também.

...

- E então?
- *Sorriso*. Ele tem uma ótima personalidade.
- E por que não teria? É nosso filho, ora!
- Amo-te.

.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

U


Talvez esteja na hora... ou não. Quem há de saber isso? Deveria ser eu, sim, mas não sei.
Muito enigmático, voltas em demasia.
Poucas (pouquíssimas) palavras.
Dizer as minhas verdades. Todas elas.
É fato que não sei, não faço ideia do que pode acontecer... ou deixar de acontecer.
Perder uma oportunidade por dizer aquilo que seria apenas uma possibilidade... Valeria a pena?
Talvez se percebesse... Quem sabe sente algo como eu... ao menos parecido. Uma pontinha de desejo, uma visão de futuro. É o que quero, um futuro assim, como diriam em Crepúsculo e continuações: o amor e a paixão são tão grandes que é quase impossível respirar sem estar na presença da pessoa amada.
Não amo. Não ainda, e talvez demore muito. Mas quero amar. E me deixo ser amado.

Fato: preciso muito contar para alguém.
Fato: os anos se passam... preciso viver.

.

G

Je suis...

Je ne parle pas le français
.

Cependant, je... Comme les h...

sábado, 5 de setembro de 2009

A

Ex.
eX...
Ex..
eX....
Ex.
eX..
Ex.
ex


...


Citing.

domingo, 30 de agosto de 2009

Y.

Continuo a sentir coisas.
...

Why don't I just say it!? Is that so hard (how idiot is this question)?! I think things would be so much easier. Of course there is a world outside, but I would... I could actually be fine with myself.
The 'possibility thing' is what frightens me the most. Because this is what it is: a possibility of being happy and great (or fine, at least) with my thoughts. This other side is the one which scaries me. I mean, what if get more and more sad, depressive and lonely than I already am?
I'm not saying I am alone, but lonely. I have friends and a family which loves me with no doubts. But the fact is I feel extremely bad with those things. What would happen if the things get 'less greater'? I wouldn't, certainly, suicide (just answering a question from my mom), but I would get terribly upset. Months or years of depression... locked in my room, like I was left alone in darkness, crying every time I remembered or watched something with any kind of relation with my life.

Oh, damn. There are people who think this is a "bad behaviour" when we... I actually like... love it.

domingo, 23 de agosto de 2009

P.


Preconceito!?

Sim, tenho. Porém pouco com outros. Muito comigo.

.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

B. S.


Tá linda xD

Onde estou: 3ª T. Ep. 05

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Tired of living in darkness.

...


I need light!
But not that which some insist to show me.
I know that's only (I know i shoudn't say things like this, after all, it helps people, in a way or another...) faith.

...

As someone have once said: "Dark have been my dreams"

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

S. of

Acabei minha leitura de "Eclipse". Achei terrível tudo aquilo que aconteceu com o Jacob. Eu queria que a Bella ficasse com ele no final. Claro que seria uma vida um tanto "parada" na reserva dos quileutes, mas eles podiam fazer algo para dar mais emoções a essa vida. O mais legal, ainda, seria se ela pudesse viver o mesmo tanto que Jacob, sem envelhecer por tempo indeterminado, pois seria terrível se ela ficasse velha e morresse e seu parceiro mantivésse sua aparência e vida de sempre.
Sim, eu acho o Edward chato. Muito fresco para meu gosto, não sabe o que quer, acha que pode tomar decisões pelos outros, é frio (no sentido literal da palavra)... enfim. Não gosto dele.
E o Jacob foi embora!!! Ah, droga ¬¬'
Talvez importem todas as decepções e tristezas, picos de depressão que nos atacam, nos corroem em um dia (ou todos), mas é reconfortante saber, pelo menos acreditar, que algo será melhor no Amanhecer...

Acabei a segunda temporada de B&S... tudo a sentir, nada a dizer (como sempre) e um longo suspiro a deixar... .. .

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domingo, 26 de julho de 2009

Q.

Ok... eu me pergunto o porquê deste Blog. Mesmo!
Quero dizer, aqui falo coisas que não tenho coragem de dizer para mais ninguém, mas opa! Este Blog está na Internet e todos podem ver! Que coisa, não!?
Posso pensar que é uma terapia, mas a quem estou enganando? Só se a mim... escrevo e escrevo, mas isso não me ajuda em nada. Talvez se alguém lesse e conversasse comigo sobre... E eu fosse corajoso o suficiente para prolongar a conversa.
Não sei... penso que posso começar a chorar, mesmo sem querer... lágrimas "brotariam" e eu não conseguiria olhar nos olhos da pessoa. É o que ocorre normalmente. Provavelmente, quando as lágrimas aparecessem ou algum assunto "crítico" viesse à tona, eu contaria alguma piada, na esperança de desviar os rumos da conversa. Patético, não!?
Por que esta reflexão!? Bom, foi-me apresentado uma nova possibilidade. Não para mim, é claro, pelo menos, não no momento. Mas posso retirar algumas coisas dessa possibilidade. Fazer delas minhas possibilidades. Sim, eu estou sendo influenciado por uma série americana que não casa em absolutamente nada com a realidade brasileira e tenho vergonha de dizer isso, mas tenho minhas esperanças. Não, a série não me instigou a fazer coisas erradas, como usar drogas ou matar alguém, mas organizou meus pensamentos e me ajudou a ver como não via antes. Realmente existe uma possibilidade!
Há um motivo pelo qual eu nunca disse (e tenho medo de dizer) aquilo que (ora, que novidade) não vou dizer aqui. Apesar de essas "novas percepções" abrirem minha mente, há muita coisa que ainda não me faz ter plena confiança, ou confiança suficiente, para poder dizer isso que aperta meu peito quase que diariamente. Eu não sou daqueles tipos que são exibidos na TV. Eu poderia me reconfortar e pensar: "Ah, mas a vida real não precisa ser assim necessariamente...", mas o caso é que todos os que conheço seguem aqueles estereótipos! E isso é o que me deixa mais confuso. Por mais que eu saiba o que, teoricamente, sinto, quando vejo que não me encaixo, fico completamente perdido. Eu deveria ser de tal jeito!? Tenho certeza de devo ser eu mesmo, melhorar minha personalidade sempre que possível, mas o que isso faz de mim!?
Eu me torturo pensando que talvez isso tenha uma explicação. Uma explicação para os meus sentimentos, minha vontade. Seria minha mãe, meu pai!? Algo que vi, fiz, deixei de fazer? Experiências passadas? Eu não sei e isso realmente me perturba! Ocupa uns 70% dos meus pensamentos diários.
Eu preciso muito conversar com alguém, mas alguém que esteja disposto a ouvir, sem falar o que é certo ou errado por suas crenças, mas pela realidade, que não julgue.
E preciso de coragem para isso.

terça-feira, 21 de julho de 2009

Um sonho?

Estava em um lugar estranho. Foi a segunda vez que apareci nesse local. Lembrava o colégio, mas só a rua principal e o extenso muro branco com uma banca ao fim do morro. O outro lado da rua também era muito parecido. No lugar da escola, havia lojas. Comprei mangás lá. Estava à procura do "Gravitation" #8 ou #9 (acabei de descobrir que tem o animé!!! Já tá baixando xD), pois o meu estava rasgado e faltavam páginas. Para minha infelicidade, não havia os números que eu tanto queria nessa loja. A moça (a mesma da outra vez) disse para eu ir na outra loja, que lá tinha com certeza.

Fui, então. Desci a rua toda, até o pé do morro, mas não encontrei a outra loja. Quando olhei de volta para a subida da rua, ela estava toda diferente. O Colégio continuava ali, a primeira loja também e a banca, mas do outro lado, uma montanha surgiu e, ao seu lado, uma estrada enorme. Minha prima, que estava comigo na primeira loja, me chamou para me levar ao local correto. Ela disse: "É lá em cima".

Mas havia dois modos de se chegar lá:
1. Subir a rua, a mesma que eu desci.
2. Pegar a estrada, que passava por trás da montanha, mas que também cehagava lá.

Não sei o porque (talvez pelo espírito de aventura e vontade de ver locais novos), mas escolhi a estrada. E lá fui eu. Havia uma descida antes de a estrada contornar a montanha e uma bifurcação logo no início dessa descida. Uma pista, pouco movimentada, subia para um penhasco. A outra, com tráfico intenso, descia uma ladeira para depois subir... e parecia chegar ao mesmo local que a primeira.
Optei pela primeira. Uma tora de madeira surgiu na minha mão, não sei de onde. Era grande, leve e vermelha. Parecia uma pedaço de cerca de sítio velha. Subi e subi... e continuei subindo. Conseguia ver a pista da outra estrada lá embaixo. Após uma curva, avistei uma casa. Parecia mais um andaime usado em cavernas de extração de carvão, mas era atraente, até. Percebi que a parte de estrada que eu escolhera era sem saída. Ela acabava na beira de um penhasco e possuía uma "varandinha" de madeira com um bebedouro no final. Eu não acreditei naquilo. Teria que voltar tudo e pegar a outra estrada! Como estava com ligeira sede, fui até o bebedouro. Um homem saiu da casa e também se dirigia ao bebedouro. Cheguei primeiro e bebi a água. Ele esperou. Era incrível a altura do penhasco! Apoiei-me bem firme para não cair ou ser empurrado enquanto matava minha sede. Quando acabei, o homem bebeu sua água e veio atrás de mim. Convidou-me para ir à casa. Tinha muita gente lá, logo, presumi, ele não poderia fazer nada de suspeito. E eu ainda carregava a tora de madeira, caso ocorrese alguma situação extrema.
Para chegar à casa, havia uma escada de madeira. O local possuía duas saídas/entradas: a que eu entrei, com a escada, e uma outra, do lado oposto, com uma ponte de cordas e que caía, diretamente, na estrada. Entrei na casa. Havia pessoas conhecidas ali. Parentes e amigos. Um homem, muito parecido com meu tio (se não fosse ele) veio ao meu encontro. Ele me fez uma pergunta boba, do tipo: "estava com sede?", eu respondi: "É..." e como estava meio sem graça por estar numa casa de estranhos/conhecidos, balancei a tora num sinal de timidez. De repente, a expressão na face do homem que se parecia com meu tio mudou completamente. Ele gritou: "Ele é gay!" e todos se levantaram e vieram em minha direção com expressões de ódio. Alguns pegaram objetos e tacaram em mim. O "tio" possuía uma tora de madeira idêntica à minha e começou a me dar pauladas. Saí correndo pela porta que dava acesso à ponte de cordas e pouco me preocupei com o quanto ela balançava. As pessoas vieram atrás de mim. Sentia o sangue escorrendo pelo meu rosto, provavelmente em consequência dos objetos jogados e pauladas recebidas. Um outro homem apareceu. Ele estava de chapéu e sacou uma espingarda daquelas em que se coloca a pólvora bruta em vez de balas prontas. Já a apontava em minha direção. Eu me apavorei, fiquei travado. Além de estar numa ponte de cordas balançante a centenas de metros do chão, com uma multidão atrás de mim, um homem com espingarda me tinha na mira! Pensei: "Puta merda! O que há com essas pessoas!? E como ele descobriu aquilo com um simples "É..." meu? Ridículas! Como se eu tivesse culpa de algo...". Sentimentos de dó, medo e ódio se misturavam na minha cabeça. Finalmente, quando o homem estava prestes a apertar o gatilho, o homem "tio" entrou na frente e disse: "Não, isso não vai ser necessário!". Por um ínfimo minuto, pensei que ele havia compreendido minha situação e pararia de me perseguir. Hum! Falsa esperança... Ele completou a fala: "Vamos fazê-lo sofrer para que aprenda a não fazer mais isso... aprenda o correto." e me deu outra paulada. Por sorte (talvez porque fosse um sonho) as pauladas não me doíam, mas me faziam sangrar. Eu me desesperei mais ainda. Joguei minha tora nele e saí correndo pela ponte, tão aflito que nem preocupei com a possibilidade de cair e me esfarelar nas pedras ao pé do penhasco. Era morrer ou ter uma chance de sobreviver. Rios de lágrimas desciam pelo meu rosto e se misturavam com o sangue, parte dele já seco.

Acordei.

sábado, 18 de julho de 2009

Ho.


...hoping things like this may actually change something.

domingo, 21 de junho de 2009

Recebi um e-mail/indicação terrível hoje de manhã. Era de sei lá quem, pelo YouTube, para eu ver um vídeo entitulado "Gay = hell (sorry?) Part 2" ¬¬'
Uma palavra? Podre.
Super ofensivo, homofóbico e expõe a ignorância de várias pessoas as quais acreditam mesmo que Deus odeia gays.
Ahá... para essas pessoas: há inúmeras espécies de animais que apresentam comportamentos homossexuais. E mais: a Bíblia em que tanto confiam foi escrita por homens! Não por Deus ou qualquer força do além, mas por homens! Sim, homens, com todo seu potencial de erro e percepções pessoais.

¬¬'

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Oho


Intervention.. . .

quarta-feira, 10 de junho de 2009

...

And I spend all my time hoping someone will come for me.
I search everywhere... there's nobody.
I'm all alone... all by myself.

Once I saw those two, just spending time together. For a very long moment, I wished that for me, in my life.
Once I talked with someone. And she said things that could have shocked me. But they didn't. It's becoming normal to me. At least, in my mind it is.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Deep sight.


I once saw somebody...
I once felt something...
I have refused them all...
I am regretted now...
I wish I could say...



'I do like it.'

sábado, 30 de maio de 2009

A tale

Às 15:20h, fui tocar cello. O relógio da sala (analógico) estava parado. Marcava 07:35h.
Toquei e toquei. Recebemos visitas e continuei a tocar. As horas se passaram. Já eram 18:30h, quando minha irmã quis assistir a "Bolt". Levei o cello para meu quarto para, lá, continuar a tocar. Vi, porém, o início do filme e me interessei. Olhei novamente o relógio (é habito) e ele continuava a marcar 07:35h. O filme foi passando e eu, repetidas vezes, olhava para o relógio. As horas eram sempre as mesmas.
O momento clímax do filme chegou. Apenas uma bomba me tiraria a atenção, logo, não olhei para o relógio nesse tempo. No início dos créditos, quando me levantei, olhei para aquele relógio. Mas não marcava 07:35 mais. O ponteiro dos segundos se movia e as horas eram 07:53h ou 07:54h. Achei estranho. Como poderia a pilha voltar a funcionar e fazer o relógio funcionar por 18 ou 19 minutos!? A química poderia explicar, pensei. Veio-me à mente: "Estranho... só falta ser, realmente, 07:54h". Olhei no relógio digital no quarto de minha mãe. E lá estavam... números que fizeram um momento aterrorizante: 7:54.

o.O

C.




Muito incerto... é o que posso dizer.




Tenho a impressão de que sou o único a ter tais sensações. Não há alguém na minha família que possa saber. Amigos, talvez, saibam. Não sei...


Se sou insensível!? Não mesmo. Sinto tudinho. Não aprendi a conviver com eles. Não quero aprender.




Have you ever thought about it!?


Yes.

domingo, 24 de maio de 2009

Y.

E ontem fiquei com uma energia e animação que há muito eu não experienciava. Tudo por causa de uma coisinha simples que ocorreu. Eu faço idéia do porquê me senti assim.
Estou cansado de mentir para mim mesmo. De me esquivar. De encher as situações de "poréns".

...

A vida profissional também gera conflitos em mim. Minhas tendências são grandes, mas não sei se devo arriscar. Posso tentar continuar, mesmo sentindo o que sinto... Ou posso mudar, enquanto há tempo, seguir algo que quero, mas com um medo tremendo do futuro.

...

sábado, 2 de maio de 2009

C.

Sustento essa vontade, um sonho, quem sabe.

Estou no caminho de me tornar um. Quero ser bom, muito bom. Quase perfeito, na realidade. É isso que me faz feliz, essa é a vida que quero.

Estou perto de dar meu próximo passo. Um passo que, de fato, me fará feliz.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Feels hot.

It feels hot... very hot, actually.











Will I like it!?

terça-feira, 28 de abril de 2009

R./P.


Saudade.


Ponto

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Gossip Girl







Perfeita! Preciso dizer mais!?



Nunca assisti a uma série como essa. Drama de adolescentes ricos, mas completamente diferente de The OC, Privileged, enfim: única. Quem sabe o fato de ter sarcasmos, ironias e pessoas tão incrivelmente bem vestidas (no meu gosto). Quero dizer: Blair Waldorf!?! PUTZ! Um figurino estonteante e maravilhoso. A personagem também não leva nada de negativo de mim. Ora protótipo de pessoa boa, ora terrivelmente diabólica e vingativa, o rostinho e jeito único dela a deixam simplesmente perfeita!



Acho que ela deveria ficar com o Nate, pelo menos por alguns momentos. Aquela Vanessa é podre, super sem graça, chata, sem sal. Ela, simplesmente, não é compatível com o Archibald. Sem contar que ela é super deslocada naquela série, pois não é muito explorada (aparece em picos aqui e ali, quer ser cineasta, mas quantas vezes você já a viu com câmera ou roteiros na mão, realmente tentando ser cineasta!?).



Queria saber me expressar melhor para dizer tudo o que acho dessa série. Enquanto não o faço, dou minhas últimas palavras: Ah, Blair!

sexta-feira, 24 de abril de 2009

I.


Ó, cruel.
Parece tão simples. Parece tão terrível.
Chego à conclusão de que meu comportamento é muito diferente com diferentes pessoas. Não qualquer comportamento, pois tenho meu jeito fixo, meu modo de ser e, apesar de ser muito aberto a mudanças, dificilmente ele muda. Mas o comportamento do pensar.
Não gosto dos estereótipos, não mesmo. Tenho quase nojo, na verdade, e é com certa relutância que exponho esse meu preconceito aqui.
Mas existe um outro lado. O lado "não-estereótipo", aquele no qual os sentimentos são inteiramente verdadeiros, muito parece ser expontâneo e a felicidade se torna, de fato, algo alcançável.
Pergunto-me, porém, onde e quando encontrarei isso!?
Vejo reações adversas em pessoas próximas a mim, valores impostos por suas famílias e que geram nelas conceitos, percepções e atitudes tremendamente devastadoras de auto-estima e esperança que há em mim.
Tenho medo de ficar sozinho. Sozinho por, em meus pensamentos, gostar.
Talvez se, algum dia superar esse medo, eu faça o que realmente quero.
Ich eigentlich wie Männer.
Ich möchte ein Cellist.

terça-feira, 21 de abril de 2009

Just perfect




Did I feel it wrong!?

segunda-feira, 20 de abril de 2009

H.








E lá estava eu, sentado, inocente, à porta de um banco, quando fui abordado por dois policiais. Um deles me pediu a identidade. Quanto ao outro, nossos olhares se cruzaram. Seu olho verde inacreditavelmente penetrante. Suas mãos, aparentemente perfeitas, seguravam um cigarro, o qual o momento estragou. Nada para ele, porém algo para mim.


...


Um dia de muitos olhares e vontades.
...
Não fui ao churrasco do período. Não gosto de festas assim.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

P.

Em um passeio pela Praça da Liberdade e Centro, trago as seguintes fotos.









terça-feira, 14 de abril de 2009

OMG.

O que ocorre é que coisas estão a mudar.

Tô mais confuso do que em qualquer outra época. >.<

domingo, 12 de abril de 2009

D.


Eu consigo ficar dias sem conversar.


Ponto

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Q.

Concerto hoje. Nossa!!! Que sinfonia foi aquela!? Tipo: NUH!
É ligeiramente grande e eu já estava em outra dimensão depois dos 50 primeiros minutos... eu escutava a sinfonia, só não sabia de onde. xD O final foi incrível... ela toda é incrível. Quero dizer, dó sustenido menor!?! Não é todo dia que se escuta algo nessa tonalidade, né!? xD
ksapouskuasokasakuska Muito bom.
Não encontrei uma amiga por lá. =/
Mas um cara no ônibus, que tinha ido assistir à Filarmônica, mó me cumprimentou. É... pessoas cultas musicalmente ^^
Tinha mais dois lá.
Eu to meio cansado... nem entendo o que escrevo... a comer palavras e períodos, até.
Acho que paro por aqui.

Auf.

terça-feira, 7 de abril de 2009

Getting used with it.

Poxa... depois da experiência de criação do meu pré-objeto interativo, até que fiquei mais animado. ^^
Talvez fosse a preguiça, o medo... enfim, esses sentimentos que nos impedem de criar.
Ainda não estou completamente a favor da idéia desse objeto interativo, ainda mais que, agora, será para valer. Reforço o meu desgosto por tecnologias em demasia. Continuo sem interesse nelas e por fora delas (não fazia idéia que sensores de movimentos eram "normais"... mal me acostumei com Touch Screen).
Bom... vou tentar de tudo aqui. Na terça, levarei meu objeto e a idéia do novo. Realmente vou tentar. ò.ó/

sexta-feira, 3 de abril de 2009

E eu amo.

Sério que acho que Arquitetura não é pra mim. Pelo menos, não tenho interesse algum na área de tecnologia. Isso de criar objetos e arquitetura "móvel" me deprime completamente. Não tenho grandes noções do que faz um arquiteto, mas, se eu me formasse como um, não quereria ser acomodado, estagnado... um profissional "ok". Quero ser algo mais, mas não sei se posso encontrar esse mais nesse curso. Gosto de arquitetura estática, construção, ambientes. Projetar algo que dure por anos e adicione um "quê" no cotidiano das pessoas... essa coisa de interatividade do tipo "vá e faça" me repele horrores. Não sou muito fã de tecnologia e, por isso, essa parte do curso tá bem chatinha... se for assim em tudo, não sei se vou continuar.

Minha paixão!? Música.
Sim, eu quase selecionei Música como curso na UFMG, mas pressões momentâneas, falta de instrumento, conversas com profissionais, enfim, fizeram-me clicar em Arquitetura.
Não sei por que movi o mouse... Música é algo que eu adoro, amo! Nada melhor que ficar o dia inteiro escutando diferentes interpretações, diferentes estilos, estudar peças e mais peças, técnicas, enfim. É ótimo isso, mas achava que seria relativemente fácil. Quer dizer, dá pra ganhar a vida tocando!? É CLARO! E por que não vi isso!? Se é o que eu gosto, é isso!
Provavelmente tive um preconceito com o curso e com a profissão... não achava que músico fosse, de fato, uma profissão. Agora, só lamento...

Vou me esforçar em Arquitetura, mas não sei até quando e se vou conseguir.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

A good thing, at last!

Yeah, aulas de cello, aí vou eu! ^^

R., S. e M.

Fiz cirurgia de ciso... não sei se mencionei isso na postagem anterior, se não, o menciono agora.
Não pude ir à aula por dois dias (hoje é o segundo dia), mas amanhã voltarei. E despreparado. Não fiz meu objeto interativo... tive idéias do que fazer, como um piano que aciona diferentes disposistivos ao apertar suas teclas, uma janela que toque música quando fechada, um dispositivo múltiplo acionado por meio de combinações de chave, até mesmo pensei em utilizar o violino como cobaia para alguma experiência do tipo "toque e ilumine" (uma luz acenderia enquanto o arco estivesse em atrito com as cordas), mas tem um probleminha... EU NÃO TENHO IDÉIA DE COMO FAZER ESSAS COISAS! Não fiz nenhum curso de dispositivos elétricos, sensores... enfim. O máximo que já fiz foi ligar circuitos em série e em paralelo na escola para ver se a luz acendia ou não. Sem contar com meu medo enorme de levar choque ao mexer com essas coisas. Aff. É aí que começo a ver minhas limitações. O que será de mim no futuro!? Primeiro semestre e não faço o que é pedido. Vou tentar o violino... quem sabe funcione, ou talvez eu seja eletrocutado e morra.

Estou com soluços constantes. Não sei de onde vieram... e não param (agora pararam, mas por sorte). Tentei todas as técnicas de "Pare de soluçar em minutos!", mas nenhuma funcionou. Nervosismo, talvez, pois já são 17h e ainda não tenho nada pronto para amanhã!? Sem contar que tenho de terminar meus estudos sobre Egito para reunião de grupo amanhã. Adoro ter muita coisa para fazer... é sério, mas sinto-me terrível quando não posso fazê-las por incapacidade e não por falta de vontade.

Livrei-me de entulhos de arquivos que pesavam o PC. Fiz isso para pensar melhor. Sabe-se lá em que tais arquivos poderiam me influenciar (se já não o fizeram por tempo bastante). Só hoje vi quatro fatos que me fizeram lembrar dessa possibilidade quase certeza que existe em mim. People+Arts com Troca de Esposas, sendo que um dos casais era de lésbicas; minha mãe lendo e-mais de uma amiga no qual partes íntimas eram "fantasiadas"; Lindsay Lohan com a namorada DJ dela; e por último, mas não menos importante, o casamento de dois gays (esqueci o nome) anunciado na revista QUEM deste mês.
Eu realmente tenho atração, mas o que quero de minha vida... ou pior, o que quero que os outros esperem que eu seja!? u.ú

Frustrado.